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QUE DROGA!

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br

         “Toda forma de vício é ruim, não importa que seja droga, álcool ou idealismo. ” (Carl Jung)

Tem coisas que a gente lê e por descuido não guarda a fonte, nem a publicação, nem o autor. Foi o que ocorreu comigo, guardando de memória o círculo vicioso da ação da morfina no corpo do usuário, produzindo a apomorfina venenosa que só pode ser combatida pela morfina, que se torna apomorfina, que reclama outra dose de morfina…

Fora desta curiosa e repetitiva ingestão da morfina, é preciso esclarecer que o morfinômano ao se injetar vive uma sensação de bem-estar, uma satisfação prazerosa, irresistível em todos os sentidos. Por isto vicia e destrói vidas, sem olhar idades, sexos ou cor da pele.

Durou muito, até no início deste século 21, que os tradutores de filmes norte-americanos traduziam “shit”, merda, por droga, como se a droga fosse menos ofensiva na linguagem do que merda…

Interessante – para a linguística – é que a tradução livre levou os dicionários brasileiros a adotarem a definição do substantivo feminino “droga”, como coisa de pouco valor, ou desagradável; quando o seu sentido original se refere a ingredientes químicos, farmacêuticos e laboratoriais, principalmente para produtos alucinógenos, entorpecentes e tóxicos.

A linguagem humana sofre influências permanentes, primeiro no uso coloquial e depois literária. A distorção se estende ao jornalismo que atualmente sofre com excessos incutidos por inspiração externa, não só verbal como infelizmente ideológica. Confusão entre literatas e historiadores (os primeiros jornalistas) sempre existiu.

É curioso que com referência à poetisa Safo de Lesbos, Platão escreveu no “Fedro”, que ela era linda, enquanto Leopardi, não sei de onde tirou isso, afirma que era feia.

Isto, porém, mergulha apenas na nossa imaginação, mas não como a imprensa tem feito agora comprovando o que dizia Von Bismarck, que “As pessoas nunca mentem tanto quanto depois de uma caçada, durante uma guerra e antes de uma eleição”.

Mentiram demais nas últimas eleições que atravessamos. Algumas mentiras foram apenas potocas, algumas lorotas, e todas saíram na urina. Mas alguns órgãos de comunicação adentraram na impostura, na fraude, no crime eleitoral.

A Folha de São Paulo e seus puxadinhos especialmente, publicou uma reportagem de página inteira – para escandalizar – “revelou” que “empresas estariam comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT e de apoio ao candidato Jair Bolsonaro no WhatsApp”.

A matéria denuncia e insinua tratar-se de grave crime eleitoral, configurando caixa 2. Pode até se pensar numa fraude articulada, porque a notícia se espalhou de pronto por toda imprensa nacional e estrangeira, e o PT viciado em patranhas participou do conluio e, rápido como quem furta (está acostumado a isto), acionou a Justiça solicitando investigações e a cassação do candidato adversário.

As togas esvoaçaram no STF. Declarações bombásticas na mídia sobre a utilização indevida do WhatsApp foram indiretas inegavelmente diretas à campanha de Bolsonaro.

Ocorre que as “revelações” da Folha eram, esta sim, “fake news”, e foram desmentidas pelo Facebook e o Twitter, modestamente, sem repercussão no noticiário; mas silenciou “juristas” e “especialistas” e, como sempre fazem nos ardis que praticam, os dirigentes do PT, varreram para debaixo do tapete a sua ação criminosa.

Assim, ficou tudo como d’antes no quartel do Abrantes. Então, insisto:  e se o eleitorado tivesse acreditado nisto? E se a resultado do pleito apontasse, em razão do escândalo, a derrota de Bolsonaro? Shit…. Que droga!

Acho que a Justiça deve acrescentar na ata do fim-de-ano ao seus sucessos, uma desculpa ao povo brasileiro, e a única desculpa plausível é a punição dos bandidos que urdiram a trama.

Marjorie Salu

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Marjorie Salu

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