Mesmo para os que se negam a conhecer a História do Brasil, faço a releitura de alguns capítulos que podem explicar a sem-vergonhice de Lula da Silva e seus comparsas. Primeiro, registrar que no finalzinho do seu governo, Sarney foi vaiado e literalmente apedrejado numa manifestação convocada pelo PT, CUT e PDT.
Lula da Silva – que foi um deputado federal relapso – chamou o atual presidente do Senado de ladrão. Formalmente. Fazendo-lhe coro, os parlamentares petistas da época, referiam-se o PMDB como uma “quadrilha”.
Em nada mudou Capitão-Mor do Maranhão de lá para cá, como chefe da oligarquia dos sarneys, formada pelo patrimonialismo e negócios escusos. Ele é por formação o responsável pelos atos secretos, nomeação de parentes e agregados, e uso de verbas e funcionários do Senado em proveito próprio.
Lula mudou, e como mudou. Travestiu-se de burguês de postura e pequeno-burguês de ideologia, como os arrivistas da sua camarilha. Tal postura e comportamento são traduzidos na antológica frase de proteção de Sarney, que “não pode ser tratado como uma pessoa comum”.
Agrediu a inteligência nacional e feriu a Constituição. Esqueceu-se que foi um operário e sua esposa uma babá, ambos pessoas comuns revoltados com os privilégios do coronelato eleitoral.
Livrando a cara de Sarney, Lula concede a si próprio um habbeas-corpus preventivo, sabendo que um dia – não muito distante – será julgado pela justiça comum como co-autor de ilícitos penais e, pela História, como estelionatário político que arrasou o país pelo populismo personalista.
Os dois personagens não se igualam apenas pela convivência com a corrupção e a ânsia de poder: os dois são mestres de cinismo, principalmente quando encarnam o papel de vítima. Sarney acusa a mídia e minimiza a importância dos “atos secretos”; Lula apóia o comparsa dizendo-se ameaçado pela minoria oposicionista.
Um usufruiu dos atos secretos e o outro põe em curso planos secretos. Ordenando o acumpliciamento do PT com Sarney reduz a política nacional ao conchavismo dos pelegos sindicais, meio em que imperam maracutaias, subornos e chantagens.
Para sublinhar as histórias dentro da História, os homens e mulheres esclarecidos não esqueceram os condenáveis episódios das sanguessugas, do mensalão, dos dossiês fraudulentos e agora o impedimento de investigações na Petrobras, blindando atores comprometidos por denúncias concretas.
O capítulo que está sendo escrito– a injustificável defesa de Sarney, como tática político-eleitoral – registra a conivência do lulismo-petismo com os ilícitos praticados no Senado. Os antigos defensores da ética se igualam aos 300 picaretas do Congresso Nacional.
Não precisa ir muito longe. Onde estão os Almeida Lima, os Cafeteira, os Fernando Collor, os Jáder Barbalho, os Renan Calheiros, os Waldir Raupp e os Wellington Salgado? Sentados ao lado e de mãos dadas com Arns, Botelho, Marina, Paim, Serys e Tião, que acreditávamos serem pessoas sérias…
Dessa maneira, é veraz o artigo preciso e inteligível de Clóvis Rossi, publicado na Folha de São Paulo: “O PT fechou enfim um círculo: passa de suposta vanguarda das massas à cúmplice do atraso”.
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