Nove de Julho
Com um golpe militar
Getúlio tomou o poder
E o candidato eleito
Teve que se esconder
Na embaixada inglesa
Só assim teve a certeza
Que não iria morrer.
Mil novecentos e trinta
O ano da revolução
Que depôs o presidente
Eleito pela nação
Entrando um ditador
Na força o poder tomou,
Pois perdera a eleição.
Getúlio Vargas tirou
De São Paulo a autonomia
Nomeou um interventor
Com nova filosofia
O estado não gostou
E logo forças juntou
Para uma nova porfia.
São Paulo não aderiu
Fez nova revolução
Tinha três aliados
Queria constituição
O Rio Grande do sul
Mato grosso tudo azul
Minas Gerais com união.
E no dia nove de julho
Do ano de trinta e dois
Deflagrou uma guerra
Contra tudo que se impôs
Na constitucionalista
A revolução legalista
Pra derrubar quem depôs.
O Rio Grande do Sul
E também Minas Gerais
Que eram seus aliados
Depois deram para trás
Só ficou o Mato Grosso
Segurando aquele osso
Mas era tarde demais.
Os paulistas só queriam
Uma assembléia nacional
Que fosse constituinte
Num plebiscito geral
Pra moralizar o país
Getúlio Vargas não quis
Preferindo o anormal.
A guerra durou três meses
São Paulo foi derrotado
Tinha ficado sozinho
Somente com um aliado
Quem prometeu aliança
Caiu fora dessa dança
Ficando do lado errado.
Por isso hoje é feriado
Nesse estado altaneiro
São Paulo fez sua parte
Saiu na frente primeiro
Lutou contra a ditadura
Queria uma vida segura
Para o povo brasileiro.
Daniel Fiúza
O Poeta
Daniel Piza, que nasceu em São Paulo em 1970 e estudou Direito no Largo de São Francisco (USP), começou sua carreira de jornalista em O Estado de S. Paulo (1991-92), onde foi repórter do Caderno2 e editor-assistente do Cultura. Trabalhou em seguida na Folha de S. Paulo (1992-95), como redator, repórter e editor-assistente da Ilustrada, cobrindo especialmente as áreas de livros e artes plásticas.
Foi editor e colunista do caderno Fim de Semana da Gazeta Mercantil (1995-2000).
Em maio de 2000, retornou ao Estado como editor-executivo e colunista cultural; desde 2004 assina também uma coluna sobre futebol. Colabora com a revista Continente Multicultural, entre outras, e é comentarista do canal Globo News e da rádio CBN.
Traduziu oito livros, de autores como Herman Melville e Henry James, e organizou seis outros, nas áreas de jornalismo cultural e literatura brasileira. Publicou quatorze livros: quatro coletâneas, um romance juvenil, um infantil, dois perfis, cinco ensaios e a biografia de Machado de Assis.
Escreveu também o roteiro do documentário São Paulo – Retratos do Mundo. É casado com a jornalista Renata Gonçalves e tem três filhos, Letícia, Maria Clara e Bernardo.
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