CLARISSE
“Não sei o que é tristeza,” ela me disse…
E a sua boca virginal sorria:
Ninho de estrelas, concha de ambrosia
Cheia de rosas que do Céu caísse!
E eu docemente murmurei:
Clarisse, será possível que tu’alma fria
Ouvindo o choro da Melancolia
O ressábio do fel nunca sentisse?
Será possível que o teu seio, rosa,
Nunca embalasse a lágrima formosa?
Ah! não és rosa, pois não tens espinho!
E os olhos teus, dois templos de esperança,
Nunca viram sofrer uma criança,
Nunca viram morrer um passarinho!
Auta Souza
A Poetisa
Nasceu em Macaíba, em 12 de setembro de 1876, na rua do Comércio. A cidade era o principal centro político do Rio Grande do Norte naquela época. Órfã de pai e mãe já com pouca idade, cresceu em internato. Tuberculosa desde os quatorze anos, terminou seus estudos antes de retirar-se para o sertão, buscando melhores ares. Em 7 de fevereiro de 1901, sobrevém a morte, em Natal.
Ana Laudelina Ferreira Gomes, professora do Departamento de Ciências Sociais da UFRN, informa que “Auta foi matriculada no Colégio São Vicente de Paulo, por volta de 1882,
no Recife. Colégio católico orientado pela congregação francesa vicentina, que recebia tanto filhas de famílias ilustres da sociedade pernambucana, como meninas órfãs.
Não há registros sobre a condição em que Auta de Souza teria estudado lá. A educação que a menina recebeu nesse Colégio tem sido constantemente aludida por comentadores seus como um aspecto especialmente enaltecedor em sua formação intelectual. ”.
O autor do perfil de Auta de Souza publicado na página virtual de sua cidade natal diz que sua poesia lírica deve-se à paixão por um jovem promotor paraibano. O romance teria sido vetado pelos irmãos mais velhos, preocupados com os reflexos destas emoções sobre a sua saúde. O rapaz foi transferido da região e em seguida faleceu.
Mais um para o álbum mortuário de Auta de Souza, já que a doença e o falecimento de muitos parentes e amigos deram à sua poesia a tônica da morte. Nos intervalos de saúde, Auta colaborou em diversos jornais e revistas do Nordeste e até do Sul do país.
Há registro de poemas seus em várias publicações femininas, como: A Mensageira de São Paulo, O Lírio de Recife, etc. Em Natal, há colaboração sua em quase toda imprensa da época; Revista Oásis, Revista do Rio Grande do Norte, Jornais S Tribuna e Oito de Setembro etc.
Para saber mais sobre Auta de Souza clique aqui
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br) Segundo a mitologia greco-romana, arte de curar com drogas preparadas com ervas medicinais se deve ao…
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br) As lapinhas (também conhecidas como pastoril) fazem parte da tradição popular nas festas de Natal e…
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br) Na minha infância, lá se vão mais de 80 anos, havia uma brincadeira muito divertida em…
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) ... E o que vem a ser “Fascismo”? Pela História, é a representação política de uma…
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br) A farsa e os farsantes têm um capítulo reservado na História da Civilização. Como os brasileiros…
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br) Como verbete dicionarizado, a palavra Apocalipse etimologicamente, indica o ato de revelar algo que estava coberto,…