Pôr do Sol
Onde estás?
A alma anoitece-me bêbeda
De todas as tuas delícias; um momento
Escutei o sol, amorável adolescente,
Tirar da lira celeste as notas de ouro do seu
[ canto da noite.
Ecoavam ao redor os bosques e as colinas;
Ele no entanto já ia longe, levando a luz
A gentes mais devotas
Que o honram ainda.
Friedrich Hölderlin (Trad. Manuel Bandeira)
O Poeta
O poeta alemão Johann Christian Friedrich Hölderlin (1770-1843) estudou num seminário protestante, onde conviveu com luminares da estatura do filósofo Friedrich Hegel e dos poetas Johann Goethe e Friedrich Schiller. Consta que, nesse grupo, todos exerceram influência sobre os outros.
Alguns estudiosos sugerem que teria sido Hölderlin quem chamou a atenção de Hegel para as idéias de Heráclito sobre a união dos contrários. Hegel avançaria com elas para formular seu próprio conceito de dialética. Preceptor de profissão, Hölderlin cuidou da educação dos filhos de Jakob Gontard, um banqueiro de Frankfurt.
Aí o poeta apaixona-se pela esposa do banqueiro, Susette Gontard, que aparece em seu romance Hyperion e em vários poemas na figura idealizada de Diotima. Insultado por Gontard, Hölderlin deixa o emprego. A essa época, o poeta já enfrentava problemas de saúde, diagnosticados como “hipocondria”.
Seu estado piorou depois do último encontro com a amada, em 1800. No início de 1802, ele foi para Bordeaux, França, a fim de trabalhar como tutor dos filhos de um diplomata alemão.
Poucos meses depois, já estava de volta à Alemanha, dando sinais de desequilíbrio mental. Esse quadro se agravou com a notícia da morte de Susette Gontard. Em 1807, aos 37 anos, o poeta perdeu completamente a razão. Passou a morar na casa do carpinteiro Ernst Zimmer, admirador de seus escritos. Durante 36 anos, até a morte, Hölderlin permaneceu sob os cuidados da família de Zimmer.
Portanto, o poeta viveu metade da vida mergulhado na loucura. Mas continuou escrevendo. Versos estranhos, embora de alta qualidade poética, que assinava com o nome de Sardanelli.
Reconhecida como um dos pontos altos da literatura alemã e ocidental, a poesia de Hölderlin fica a meio caminho entre o clássico e o romântico. Admirador da cultura grega antiga, escreveu extensas odes e hinos.
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