“Se algum gaiato quisesse fazer uma paródia do clássico de Alfred Hitchcock de 1934, refilmado em 1956, The man who knew too much, dificilmente encontraria um personagem melhor do que o presidente Lula – o homem que sabia de menos. E não digam os lulistas que é outro ataque leviano da imprensa cúmplice das “elites golpistas”. É de figurar no Guinness a lista de fatos e situações das quais, nas suas próprias palavras, só teve ciência tarde demais, como declarou na reunião do conselho político do governo, agora para se eximir do apagão aéreo. Os pontos altos, por assim dizer, do alheamento invocado por Lula a fim de se auto-absolver de tudo que possa inculpá-lo, por ação ou aceitação, formam uma seqüência de enrubescer.
Incluem o mensalão; os empréstimos do Banco Rural ao PT via Marcos Valério; o caixa 2 do partido; a violação do sigilo bancário do caseiro que flagrara o então ministro Antonio Palocci numa casa de má fama; o “aloprado” golpe do falso dossiê antitucano no pleito de 2006; as fracassadas traficâncias do irmão Vavá… Sempre pronto a ser indulgente consigo mesmo – e a querer o mesmo tratamento dos brasileiros -, o homem que sabia de menos tentou justificar a sua ignorância do descalabro em curso no serviço de transporte aéreo nacional com um argumento esfarrapado. Disse que em nenhuma das cinco campanhas presidenciais de que participou as questões da aviação comercial foram debatidas. Esqueceu, aliás, que na quinta campanha ele já passara quatro anos no governo e tinha a obrigação de mostrar aos eleitores que conhecia os maiores problemas do País.
(do Editorial do Estadão)
OPINIÃO: O pior é que a moda pegou. “Neste país” nenhum ocupante de primeiro e segundo escalões do PT-governo sabe de nada. Até entre os parlamentares já se ouve discursos com acusações veementes sem discriminar a quê ou a quem. No caso de Lula da Silva não é idiotia, todos sabemos de sua inteligência e acima dela, esperteza; a fórmula mágica é a defesa do Presidente traçada pelo insigne criminalista Thomaz Bastos no estouro do mensalão. E deu certo; até quando ninguém sabe… MIRANDA SÁ
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