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LOBOS EMBUSTEIROS

MIRANDA SÁ (mirandasa@uol.com.br)

“O lobo pode perder os dentes, porém sua natureza jamais” (Ditado romeno)

Fui ao dr. Google procurar no Dicionário de Termos Literários o uso por Machado de Assis da palavra “embuste”, cuja etimologia não é avaliada, apenas lhe apontando uma origem obscura.

O substantivo masculino Embuste, como verbete dicionarizado indica “mentira astuciosa para enganar ou prejudicar outra pessoa”; a palavra, porém, caiu em desuso, adoeceu, e está agonizante na UTI da linguagem. Tudo indica que não se recuperará, pois já foi substituída pelo termo americanalhado “fake news”.

Nos meus tempos de jovem, embuste era empregado no jargão militar como manobras desastrosas induzidas por espiões infiltrados na tropa, e, embora não tenha encontrado nos dicionários à mão, foi gíria nos subúrbios cariocas, dita para pessoa antipática, e também para quem atrapalha outra.

As “fake news” estão vivas e buliçosas na mídia e nas manifestações sociais e políticas, definindo bem o que embuste representava, “tentativa de enganar outrem para fazer acreditar como verdadeiro determinado fato ou acontecimento falsos”.

As fakes foram contrabandeadas do império norte-americano e são sobejamente macaqueadas na imprensa e avaliadas preguiçosamente nos meios jurídicos.

O exemplo da morosidade da Justiça veio agora, com o Facebook e Twitter negando contratação de serviço de disparo de mensagens em massa em suas plataformas com “fake news” a favor de Jair Bolsonaro. O jornal Folha de São Paulo é que produziu a mentira, com intuito de derrotar o candidato nas eleições.

Enfim, seja em inglês ou português, temos atravessado o mar dos embustes à nado, enfrentando os ardis, a esperteza e as manhas dos fraudulentos lulopetistas que roubam tudo que encontram pela frente, dinheiro e ideias.

Lembrem-se que para se popularizar, petistas usurparam astuciosamente o tratamento carinhoso de “companheiro”, comum entre amigos; apropriaram-se manhosamente da simbólica e histórica posição de “esquerda” para seu narcopopulismo imundo; e, empregaram o termo “herói”, para exaltar os hierarcas ladrões do seu partido.

Eles são organizados. Sabem falar nos microfones e posar para as câmeras da televisão. Sua opinião é divulgada sob manchetes nos grandes jornais como “especialistas”, para manter o anonimato deles.

Se dizem trabalhadores ou intelectuais. Na verdade, os chamamos de “socialistas do Leblon”, porque não passam de burguesotes que nunca bateram um prego na vida, mas se fingem de proletários; ou são jornalistas amadores e professores doutrinadores, decorebas de slogans revolucionários ultrapassados. No seu tempo, Machado de Assis os chamaria de “batráquios da lagoa republicana”…

Hoje, são artistas da Lei Rouanet, advogados de porta-de-cadeia, cabos eleitorais “militantes”, colunistas de hebdomadários e coronéis de caricatura nos sertões da Bahia e do Ceará. Estão presentes em memes internáuticos com avatares femininos ou pacifistas, escondendo enganosamente as camisetas vermelhas e os bonés ensebados do MST.

Dividem-se entre mercenários e fanáticos. Os primeiros, malandros, recebem dinheiro para fazer coro às palavras-de-ordem; os outros, tolos, mostram o fanatismo como a única forma de força acessível aos fracos, como escreveu Nietzsche.

São velhacos, capazes de tudo. Destroem pesquisas agrícolas em nome de uma falaciosa reforma agrária, privando o futuro de descobertas científicas; e queimarão livros de adversários como Hitler os queimou na Alemanha nazista.

Agora, derrotados nas eleições, preparam uma vingança mesquinha contra quem os venceu democraticamente, o futuro presidente Jair Bolsonaro. Seu mal-estar aumentou com o juiz Sérgio Moro indo para Justiça e Segurança Pública, uma ameaça viva à corrupção e ao crime organizado.

Por isto, ouve-se nos becos da politicagem os uivos embusteiros da alcateia de lobos vermelhos, torcendo por um “indulto” imoral e criminoso que os primos, canídeos pretos do STF, podem lhes ajudar…

O povo, com o martelo do voto democrático, lhes quebrou os dentes; mas, cuidado, porque mesmo banguelas mantêm a natureza traiçoeira do DNA lulopetista.

Marjorie Salu

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Marjorie Salu

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