Com a República criou-se para nova identidade da Nação o Hino Nacional brasileiro; foi composto com letra de José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros e arranjos musicais de Leopoldo Miguez.
Embora na minha infância e adolescência era cantado nas escolas como o Hino da Proclamação da República e nos fizesse vibrar pela força dos seus versos, caiu no esquecimento e raramente é executado em solenidades oficiais.
Popularizou-se carnavalescamente como samba enredo da Imperatriz Leopoldinense, aproveitando o verso em epígrafe; e o povo o cantou exaltando à Liberdade, uma ideia que vem de longe, por que os gregos antigos repudiavam a tirania.
O filósofo Platão escreveu na sua “República” que “as aptidões naturais dos homens são diferentes e precisam de liberdade para expressá-las”, mas a Grécia, além de dividida estados autônomos, também o era em classes socais, mantendo a escravatura; por isso só imaginava a liberdade exercida pela classe dominante.
Como os gregos, os romanos também conceberam a liberdade somente para a cidadania, sem alcançar escravos, nem mesmo os “libertos” que representavam uma grande parcela da sociedade. Os “libertos” exerciam profissões nobres e podiam enriquecer, mas nenhum estatuto lhes permitia a mesma liberdade cidadã.
Mais tarde, a Revolução Francesa estabeleceu o conceito moderno do Liberdade: Na sua versão original de 1789, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foi uma conquista dos franceses sublevados contra o absolutismo monárquico e rezava que a liberdade consiste em poder fazer tudo que não prejudique os outros e a garantia de que todos gozem dos mesmos direitos.
A Guerra da Independência dos Estado Unidos e o “Cartismo” na Inglaterra seguiram-se à Revolução Francesa estabelecendo os direitos de cada homem ou mulher à liberdade individual de culto, opinião e manifestação.
A intelectualidade autêntica livre de preconceitos, dogmas, fanatismo político ou religioso e, sobretudo de ideologias totalitárias, sabe que no Brasil, mesmo com a redemocratização pós-ditadura, apenas alcançamos teoricamente a liberdade do individual.
A era petista, morta, mas insepulta, garantiu liberdade à pelegagem lulo-petista, até de roubar. Lula, um reles pelego que serviu à Volkswagen e à ditadura militar, aderiu ao narco-populismo bolivariano e comandou o assalto ao patrimônio público.
Lembra a dissidente comunista alemã contra a ditadura stalinista, Rosa de Luxemburgo, que nos legou um pensamento perfeito: “Liberdade somente para membros do partido e do governo, não é, de modo nenhum, liberdade”. Foi o que vínhamos assistindo no PT-governo.
Felizmente, Lula nunca alcançou os intentos malignos do bolivarianismo, mas implantou um sistema onde os tentáculos do seu governo tiveram liberdade de invadir propriedades, prédios públicos e impedir à cidadania o direito de ir e vir assegurado pela Constituição.
O que fez no Supremo Tribunal Federal envergonha a Nação. Nomeou ministros de carteirinha do partido e acossado pela justiça da primeira instância chamou-os de acovardados; e eles, vergonhosamente, atenderam às suas provocações.
Os “supremos juízes nomeados” revezam-se para escamotear a justiça boa e perfeita, ora Teori engaveta processos, ora Levandowski adia o julgamento de impeachment, ora Toffoli solta o ladrão do empréstimo consignado, que roubava os servidores necessitados, aposentados e pensionistas.
A indignação cobre o país bafejado pelo vento encorajador da Liberdade. Vamos às ruas no dia 31 de julho para apoiar o impeachment, legalizar o governo Temer e exigir a punição dos corruptos que, além de roubar o País, tentam subtrair o nosso respeito pelas instituições republicanas!
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Depois de trazer dois artigos sobre o Humanismo e a Humanidade, achei necessário trazer a Xenofobia,…
David Beckham sobre a derrota por 2x 1 da Inglaterra para a Argentina, diz que Messi é o MELHOR Jogador…
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) O genial Luís da Câmara Cascudo, intelectual norte-rio-grandense, antropólogo e folclorista, que tive a honra de…
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Depois de escrever sobre o Humanismo, com mais de 50 notificações aplaudindo o texto, acho que…
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Conhecido dos amantes da leitura pelos romances Guerra e Paz e Anna Karenina, o escritor russo…
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Insisti em intitular este texto em francês para evitar a disputa na acentuação da palavra no…