09/06/1974 – A voz latino-americana
O escritor guatemalteco Miguel Angel Asturias morre aos 74 anos. Romancista, etnólogo, jornalista, ensaísta, poeta, diplomata, gastrônomo, Miguel Angel Asturias nasceu na Guatemala, a 19 de outubro de 1899.Após cursar a Faculdade de Direito, onde recebeu o primeiro prêmio da universidade por sua tese de doutoramento sobre o problema social do índio, transferiu-se para Paris onde viveu por 10 anos.
Apaixonado pela Etnologia dedica os cinco primeiros anos ao estudo, na Sobornne, das religiões e culturas da América Latina. Em 1930 publica na França o seu primeiro livro, Lendas da Guatemala, no qual descreve a vida e a cultura maias antes da conquista espanhola. Paul Valéry escreveu no prefácio: “Volte para o seu país; somente o contacto com o povo guatemalteco poderá desenvolver sua obra”. Descendente de índios, voz e máscara de guerreiro maia, nunca esqueceu o conselho que o poeta francês lhe deu, voltando sempre que pode para a Guatemala, “para a natureza, língua e magia que sustentam o meu romance”.
Um dos fundadores da Universidade Popular da Guatemala, exerceu ainda, de volta à sua terra natal, uma dupla carreira de político e diplomata. Eleito deputado federal em 1942, organizou, em plena II Guerra Mundial, uma sociedade de ajuda à França Livre do General De Gaulle.
Em 1946 inicia carreira diplomática e publica O Senhor Presidente, uma denúncia das atrocidades cometidas pelo ditador gualtemalteco Manuel Estrada Cabrera. Este romance atraiu a atenção internacional para a obra de Asturias e, conseqüentemente, para a literatura latino-americana.Recebeu o Prêmio Lênine da Paz em 1966, e o Prêmio Nobel da Literatura, em 1967.
A função vital de sua obra literáriaA obra de Miguel Asturias combina o misticismo maia com o protesto social e as aspirações morais de seu povo. Serviu nas Embaixadas da Guatemala no México e na Argentina, como Adido Cultural e, como Ministro Conselheiro na França e em El Salvador. O então Embaixador guatemalteco em Paris tornar-se-ia rapidamente o escritor da América Latina mais lido no mundo.
Morreu sem concluir o livro que estava escrevendo e que levaria o título de Dos Veces Bastardo, uma continuação de sua última obra Viernes de Dolores, sobre seus anos de estudante na Bolívia.
Fonte: CPDOC/JB
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