08/07: 1978 – Tragédia, MAM arde em chamas
“O Rio de Janeiro perdeu o seu Museu de Arte Moderna. Quarenta minutos de fogo, um extintor enguiçado, o atraso dos bombeiros e a falta de água consumiram, enquanto a cidade dormia, o acervo da instituição”. Jornal do Brasil
O incêndio do Museu de Arte Moderna(MAM) do Rio de Janeiro foi um desastre sem precedentes na história das grandes coleções de artes plásticas, e o maior já ocorrido no mundo desde 1966, quando uma enchente no rio Arno destruiu centenas de obras em Florença, sem contudo, atingir de forma tão devastadora as peças de uma só das coleções. Arderam duas telas de Pablo Picasso, outras duas de Juan Miró e centenas de obras de artistas brasileiros colecionadas ao longo de 20 anos. Das mil obras, restaram 50, e dos dois andares atingidos, cinzas. Era o primeiro incêndio de museu desde 1941, quando ardeu uma coleção em Bogotá.
Mas os indícios logo apontaram que a impetuosidade do sinistro do MAM atingiu dimensões jamais registradas. Além do acervo do museu, que só não perdeu a cinemateca e o restaurante, queimou-se toda a mostra Arte Agora II, onde estavam em exposição 205 quadros de pintores latino-americanos, entre eles toda a fase construtivista do uruguaio Joaquin Torres Garcia, um período de quase duas décadas de criação.
Solidariedade artística pelo recomeço
O MAM tornou-se símbolo da indigência com que eram mantidas as casas de cultura no país. Revelou o descaso público e o despreparo administrativo na guarda do patrimônio cultural brasileiro, ao arrepio das normas internacionais de segurança. Prejuízo avaliado em mais de US$ 15 milhões à época, a criatividade consumida fez da tragédia artística uma perda inconsolável. Embora as manifestações de solidariedade pela reconstrução do acervo tenham sido imediatas, sob a forma de inúmeras doações, um longo período se passaria até que o Museu reconquistasse um lugar de destaque.
Fonte: CPDOC/JB
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