A rede varejista já espera um Natal mais fraco para este ano, na comparação com 2007. Isso por dois motivos: a crise, e também a base de comparação elevada.
Essa é a avaliação do diretor-geral da consultoria GS&MD, Marcos Gouvêa de Souza, que também é membro do conselho do IDV – Instituto de Desenvolvimento do Varejo. Ele concedeu entrevista ao podcast da Rio Bravo Investimentos (ouçam aqui, na íntegra).
Segundo Gouvêa, o Natal será atingido principalmente pela queda na confiança do consumidor. Em outubro, houve redução de 10% na comparação com o mês anterior. Já a renda, emprego e crédito ainda não devem ser muito atingidos até o Natal.
– A renda não vai se alterar tanto até dezembro e o emprego está estável. No crédito, vamos ver uma redução de prazo e também aumento de juros, mas a oferta não deve sofrer uma redução muito significativa. O que vai afetar mesmo será a queda na confiança, que começou a atingir os segmentos de classe mais alta, e deve se espalhar por outros segmentos de mercado – explicou.
O crescimento das vendas do varejo devem fechar o ano em torno de 7% e 8%, na comparação com 2007. Para efeito de comparação, o crescimento no primeiro semestre foi de 10,2%.
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