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Deflagrada a sucessão de Lula

“Há intriga, mas não há briga séria no cenário de várias candidaturas governistas. O presidente já disse que dificilmente o PT deixará de ter candidato, bem como o PMDB e o chamado “bloquinho”, formado pela junção de PSB, PDT e PC do B. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, dia desses, José Dirceu, um prócer que, processado por corrupção ativa e formação de quadrilha, voltou a dar cartas políticas, de posse do salvo-conduto conferido por Lula no discurso do 3º Congresso, falou também na possibilidade das candidaturas do vice-presidente José Alencar e de Fernando Collor.

Quanto mais candidatos, para o governo, melhor. Aumenta a chance de haver segundo turno e, aí sim, juntam-se todos de novo sob o guarda-chuva de Lula a bordo da máquina federal devidamente aparelhada ao longo dos dois mandatos. Se não for candidato, poderá manejá-la ainda mais livremente, dizendo que não tem interesse direto na eleição e invocando seu “direito” de, como disse na entrevista ao Estado, não ficar neutro e “subir no palanque”.

Nem será necessário subir, pois do palanque o Presidente nunca desceu. Já nos primeiros meses do primeiro mandato Lula tomou a iniciativa de “puxar” o assunto eleitoral, lançando a candidatura de Marta Suplicy à reeleição para a Prefeitura de São Paulo com mais de um ano de antecedência. O movimento se repete agora com o nítido intuito de manter viva a chama da tensão eleitoral que, sob a ótica petista da disputa permanente, permite atribuir qualquer crítica a intenções eleitorais. Dos outros e, portanto, sempre perversas, contrárias aos “interesses do Brasil”.

Dora Kramer, jornalista (dora.kramer@grupoestado.com.br)

OPINIÃO: Este comentário de Dora Kramer nos enche de vergonha com o mundo político. Vejam bem, o mandato de Lula da Silva ainda tem três anos e meio pela frente e, fora a agitação de palanque, a administração federal ia devagar, quase parando. Agora, naturalmente, vai parar. O caldo de cultura do lulismo-petismo é a campanha – seja lá para quê for. Então os 38 ministros e os milhares de aspones aparelhados nos órgãos públicos e empresas estatais vão fazer passeatas… Debaixo do palanque, a companheirada que se traveste de turma do gargarejo, aplaudindo o “nosso guia” freneticamente virou rotina. MIRANDA SÁ

Miranda Sá

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