Missão de Estado
Ministro da Justiça até anteontem, Márcio Thomaz Bastos foi contratado como advogado pela Camargo Corrêa, contra a qual a Polícia Federal, que Bastos até anteontem chefiava, levantou indícios de tenebrosas transações.
Quem não se lembra do vaivém dos intelectuais-banqueiros do tucanato, transitando à vontade entre o Banco Central e a banca privada? Continuamos em casa.
No caso do ministro-advogado, há um curto-circuito que agrava a incômoda sensação de promiscuidade: na Justiça, Thomaz Bastos atuava, sobretudo no mensalão, como advogado de defesa do governo; agora, como advogado da empreiteira encrencada, dá a impressão de atender à convocação para uma missão de Estado.
FERNANDO DE BARROS E SILVA, jornalista
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