No Brasil, sempre que alguém usa a expressão “exercer a cidadania”, é o caso de você procurar onde guardou o Engov. Como explicar a essa gente — haverá base material, quero dizer, massa encefálica suficiente? — que aquele que decide não votar é também cidadão pleno e que a prerrogativa de não participar é um dos direitos da tal “cidadania”?
Como explicar a essa gente do miolo mole que a não-participação, a falta do entusiasmo com a “coisa pública”, é que é sinal de maturidade?
Reinaldo Azevedo, jornalista
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