A Primavera (1478)
O Pintor
Sandro Botticelli, Alessandro di Mariano de Vanni Felipepi, (1444-1510). Entre 1400 e 1425, na cidade de Florença, a tendência naturalista gestada no período da arte Gótica alavancou a formação de um novo estilo, o renascentista. Botticelli pertenceu a uma segunda geração do renascimento florentino, viveu um período de forte efervescência do Renascimento italiano. A arte renascentista demonstra a expansão do conhecimento científico no meio artístico da época, com a finalidade de alcançar um maior naturalismo.
Os artistas olhavam a natureza de forma analítica, estudavam com detalhismo clínico a anatomia humana, sistematizavam e registravam teorias sobre cor e composição, além de terem formulado de forma matemática a lei da perspectiva. Apesar de Botticelli ser considerado um dos maiores mestres renascentistas, ele não se entregou ao extremo do racionalismo que marcou boa parte da arte desse período.
A Primavera é uma obra de temática mitológica clássica que nos apresenta a alegoria da chegada dessa estação. Ao centro encontra-se Vênus, que media toda a cena. Na tradição clássica, Vênus e o Cupido surgem para avivar os campos, fustigados pelo inverno, iniciando a primavera ao semear flores, beleza e atração entre todos os seres. À direita da obra encontramos três figuras. O primeiro, um ser esverdeado, Zéfiro, personificação do vento oeste, abraça a bela ninfa Cloris. Botticelli a representa em sua metamorfose, quando se transformava em Flora, a figura com vestido florido que cumpre sua função de adornar o mundo com flores.
Sobre a cabeça de Vênus está o Cupido, seu filho, de olhos vendados, apontando a seta do amor em direção às três figuras que representam as Graças (Aglaia, Talia e Eufrónsina), símbolos da sensualidade, da beleza e da castidade.
Mais à esquerda encontra-se Hermes dissipando as nuvens, fechando esse ciclo mitológico. Para a filosofia platônica, esse ciclo é a ligação ininterrupta entre o mundo e Deus, e vice-versa. Botticelli concebeu A Primavera sob orientação de Marsílio Ficino, principal representante da filosofia neoplatônica na época, que via Vênus como um ser de dupla natureza: terrestre, ligada ao amor humano, e celestial, ligada ao amor universal, da qual, supõe-se, Botticelli traçou analogia com a Virgem Maria.
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