Antes de mais nada, quero deixar claro que o movimento socialista “verde” aparecendo como nova agitação política no Brasil está apenas macaqueando o que ocorre nos países europeus e nos EUA. E, querendo se inserir na conjuntura nacional limita-se ao discurso vazio de que falava Maiakovski.
Para os “socialistas verdes” serem respeitados precisam de duas atitudes: primeiro, estudar a Geografia Humana – Ativa – aquela que nos ensinava o meu amigo já falecido Milton Santos, um dos gênios da raça. Milton está esquecido neste País dominado pela mediocridade.
Em segundo lugar – e muito importante na interação do homem com a natureza – devem adquirir a consciência de um meio ambiente múltiplo, tão variado que deveria ser citado somente na forma plural, “meios ambientes” – características e condicionamentos geofísicos diversos.
Faço esta colocação como um incentivo ao estudo. Tratar a defesa dos meios ambientes requer seriedade e conhecimento de causa, não o bitolamento do “politicamente correto”.
Sem dúvida que a prática de vida, a experiência e a informação, ajudam a tomada de consciência ecológica. Mas as modificações dos ecossistemas no mundo são incessantes e, às vezes, muito rápidas, e só teem de comum as ações humanas, voluntárias ou involuntárias.
É por isso, que as sociedades humanas teem a obrigação de se responsabilizar pelo estudo, a investigação e pesquisas estruturantes; de produzirem materiais técnico-científicos indispensáveis, e criarem um arcabouço jurídico em defesa dos meios ambientes.
A militância ambientalista em geral e, em particular, os “socialistas verdes”, deveriam atuar como grupos de pressão sobre os governos. A tarefa de todos é combater a acomodação e a incompetência da administração pública – restrita no Brasil às promessas inócuas e às medidas inexeqüíveis do PT-governo.
Quanto aos “socialistas verdes” a atividade social e política devem ir além como vanguarda nacional e acessando o relacionamento internacional com vistas às ameaças planetárias, a poluição da atmosfera, dos mares e dos rios, enfim, da biosfera.
Como vanguarda, a tendência deve levantar palavras-de-ordem. Na realidade brasileira, denunciando as perdas da floresta amazônica identificadas nos dados publicados pela ONU; e, a nível planetário, combater a degradação dos meios ambientes nos países emergentes, com base no Relatório de Desenvolvimento de 2011 do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).
A informação deve estar presente aproveitando e enriquecendo os elementos colhidos por cientistas dos países que estimulam tais pesquisas. Isto é necessário para se compreender os fenômenos naturais, como a seca do Nordeste Brasileiro – já se estendendo ao Sul, como se viu em 2011 no Rio Grande.
Nas regiões de economia rural, as secas, e também os temporais e consequentes inundações, exigem a intervenção do homem na natureza para atenuar as catástrofes, as angústias e a sensação de impotência das populações locais. Sabemos que hoje, os governos (se quiserem) teem capacidade de neutralizar tais malefícios.
Por outro lado, a realidade nas sociedades industriais leva a reações diferentes: desde o temor pela escassez de água potável e dos alimentos, até as condições de habitação. Nos círculos melhor informados, reina o medo da fumaça e poeiras tóxicas emanadas pelas fábricas e os detritos de esgotos; além do derramamento de óleo pela exploração ou transporte do petróleo.
Os interessados recebam esta nossa contribuição para a formação de uma ideologia sócio-ambiental. E comecem a denunciar a queima de combustíveis nos transportes motorizados, requerendo campanhas educativas; e devem perguntar-se se realmente teem disposição ao altruísmo (para não falar de idealismo) na atuação individual defesa dos meios ambientes…
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