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Artigo temático (e polêmico) de fim-de-semana

A falsa esquerda quando entra na roda

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Depois do Carnaval, e trazendo ainda nos ouvidos melodias dos antigos carnavais, inspirei-me no samba do grande cantor e compositor Geraldo Pereira “A Falsa Baiana”, parodiando-o para o título deste trabalho.

O exemplo mais-que-perfeito de “falsa esquerda” é a visão estreita do PT e dos seus satélites, PCdoB e PSB, cujos dirigentes se autodenominam “socialistas” ou escorregam para “sociais-democratas”. Apesar da mascarada, nada mais distante do marxismo do que o comportamento dessa gente.

Não hesito em afirmar que qualquer estudante das ciências sociais e políticas vê que a única coisa em comum entre os atuais ocupantes do poder no Brasil e o socialismo, é a herança dos erros cometidos pela revolução russa de 1917. Essas “esquerdas oficiais”, nunca estudaram a obra de Karl Marx, apenas copiam o revisionismo burocrático de Stálin.

Como cópia em papel carbono do stalinismo, os lulo-petistas são incapazes de ver qualquer coisa além do seu projeto fracionário de poder, promovendo a degenerescência do Estado Brasileiro, que faz do povo feudatário da administração pública entregue aos grupos partidários para garantir “governabilidade”.

Essa associação de pessoas ligadas entre si pelo interesse de assaltar o Erário é formada por verdadeiras gangues de oportunistas, que se locupletam da distribuição de verbas das bolsas-esmola, financiando ONGs corruptas, beneficiando consultorias fajutas e contratando serviços terceirizados.

Diante desta insensatez, lembrei-me da curiosa interpretação romanesca do economista baiano, professor e escritor Armando Avena, que descreve uma transposição temporal de Marx dando uma entrevista coletiva à imprensa:

“(…) uma pergunta partiu do fundo da sala questionando o marxismo e sua aplicação na União Soviética, e pedindo explicação para o fracasso do socialismo. Então uma voz tonitruante tomou conta do auditório e o velho Marx falou o que ninguém esperava ouvir: – ‘Se aquilo que implantaram na tal União Soviética foi marxismo, eu não sou marxista’!”

E, mais adiante, nessa interessante simulação: “(…) indagado com visível ironia sobre o que havia salvo o capitalismo da crise e da destruição que ele havia previsto, respondeu: – ‘Fui eu, Marx, quem salvou o capitalismo’.”

Realmente, a História registra que o espectro do comunismo marxista rondando os países capitalistas, os fez adotarem um sistema que atendeu – em grande parte – as reivindicações do proletariado; coisa que o astucioso Adolf Hitler, pelego da Wehrmacht e de Krupp, que chegou à chefia do governo e do Estado Alemão sob o nazismo, enxergou espantosamente.

Hitler era apaixonado pelo fordismo (sistema fordiano de produção) – a montagem de carros sobre esteiras em movimento que levava somente 98 minutos para ficar pronto; então, contratou o engenheiro austríaco Ferdinand Porsche para projetar um veículo acessível às massas, e assim nasceu o “Besouro”, que chamamos “Fusca”.

Em 1935 o carro ficou disponível à venda, e em 1939 já eram produzidas 55 mil unidades. No lançamento, Hitler comentou entre os íntimos: – “O trabalhador que possuir um desses, jamais pensará em comunismo…” Este pensamento hitlerista foi ao encontro do que escreveu Marx: “A revolução comunista só poderá ser feita por quem nada tem a perder a não ser os grilhões”.

… E no túmulo, Marx estremece ao ver no Brasil o carreirismo, a mediocridade triunfante e a corrupção serem praticadas em seu nome; e Hitler, quem diria, mexe-se descobrindo que o verdadeiro inventor do Fusca foi um judeu, o engenheiro e jornalista húngaro, chamado Josef Ganz…

Marx, sem dúvida, abominaria o populismo fascistóide lulo-petista; e a Gestapo prendeu Ganz sob falsa acusação de chantagem, sem que Hitler sequer soubesse da sua existência. E eu concluo que a falsa esquerda quando entra na roda ninguém bate palmas…

Miranda Sá

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