O domínio dos pelegos
MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail:mirandasa@uol.com.br
O que são os pelegos? Inicialmente foi a designação comum aos espiões patronais que agiam nos sindicatos e agentes policiais a serviço do Ministério do Trabalho. A alcunha veio do Rio Grande do Sul, onde “pelego” em gauchês é a pele de lã de carneiro, usada em selas de montaria e tapetes.
Vê-se que é um apodo infamante, pois a gente senta na sela e pisa no tapete.
Nos tempos heróicos do sindicalismo autêntico, os proletários de esquerda, anarquistas, comunistas e socialistas enfrentavam os pelegos que agiam para dedurar os colegas e atrelar as entidades ao aparelho de Estado.
É de conhecimento histórico que o abusivo controle do movimento sindical é tipicamente fascista, nascido na Itália com a Carta del Lavoro de Mussolini, depois copiada pelos seus êmulos, os ditadorzinhos da época. O pretexto do domínio dos pelegos era garantir uma utópica “paz social” contra o perigo bolchevista. A idéia que teve inicialmente apoio dos trabalhadores católicos cresceu como erva daninha.
No Brasil, Getúlio Vargas foi primoroso na arte de influenciar e disciplinar os sindicatos, inserindo na carta totalitária de 1937, conhecida como a “polaca”, a contribuição sindical compulsória cuja renda serviria para subornar a figura abjeta dos pelegos.
A repelente figura parasitária do burocrata sindical não adota princípios político-ideológicos. Como oportunistas seguem o abominável preceito “dos fins justificarem os meios”. Assim atropelam a ética e sua verdade é flexível como haste de capim. Ante a suave brisa muda de lado. Trocam de posição como se troca de camisa.
Para o pelego a moralidade é a regra e não uma exceção. Quem não se lembra da referência de Lula da Silva sobre as bravatas que fazia quando era oposição? E agora, mais desenvolto atribui-se a qualidade de “metamorfose ambulante”, uma meia verdade, porque ambulante é, mas nunca mudou politicamente. Nasceu pelego e continua como tal.
Como Presidente da República, passou 5 anos reclamando da herança maldita de FHC, embora tenha seguido os passos neoliberais dele no caminho iniciado por Collor que adubou o terreno com o esterco da corrupção; de Itamar que semeou a estabilidade da moeda e colheu como seu antecessor os frutos da traição nacional.
Tudo cai do céu em suas mãos. Come e bebe à farta alheio aos interesses nacionais, como se vê na Amazônia. Seu populismo é imoral. Diz-se que no seu governo se você não quiser trabalhar, ganha Bolsa-Família; se não tem terra invade propriedades e ganha aposentadoria; se fica desempregado, tem seguro-desemprego; se vai transar, recebe camisinha; transou? tem pílula do dia seguinte; engravidou? o governo dá o aborto…
Para os pelegos está tudo azul. Para se manter no poder dependem de Lula e ele, deixando fazer, deixando passar aguarda que um dos seus voe acima do vôo rasteiro dos tucanos. Zé Dirceu caiu prematuramente do ninho; Palocci não deu para saída; aí restou Dilma.
Esta foi com tanta sede ao pote que patrocinou o Dossiê FHC e se queimou. Mesmo assim Lula continua levantando palanques e fazendo comícios. Distribui nosso dinheiro paternalistamente sem se dar conta do que assume.
O comportamento impatriótico de deflagrar a campanha sucessória antes do tempo, minando a administração pública e abalando a Nação. E o pior de tudo é que a mobilização e o debate antecipado permitem a articulação de um golpe inconstitucional: a re-reeleição.
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