Pesquisas, realidade, aposentados e caos
MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uoil.com.br
Cada dia eu me convenço mais de que os pesquisados nos levantamentos de opinião pública são retardados mentais. Ou então filhos de chocadeira, sem ter um velhinho e uma velhinha aposentados ou pensionistas na família. Ou então estão querendo ver o circo pegar fogo.
Os pesquisados têm um desenvolvimento mental baixo por não conseguir ver a realidade que os cercam. Não lêem jornais, nem ouvem rádios, nem assistem televisão, pois não se informam do que se passa no país; recusam-se a tomar conhecimento da corrupção reinante nos círculos governamentais, nunca adoeceram nem conhecem enfermos para saber como anda a Assistência Médica; não têm netos, nem filhos, nem crianças na vizinhança que mostrem o estado da educação pública. Nunca ouviram falar de drogas, roubos ou violência.
A realidade é a volta de doenças que pareciam extintas. A tuberculose, a lepra, a febre amarela estão de novo grassando. A dengue virou epidemia numa das nossas maiores cidades, o Rio de Janeiro, e ataca milhares, talvez milhões de pessoas pelo Brasil afora. O preço dos remédios está inaccessível para a maioria da população. Assiste-se assim a falência da política de Saúde deste governo.
Quanto à Educação, tirando o escoamento indireto de verbas para o ensino privado e uma desastrada adoção de cotas raciais nas universidades públicas, nos deixa atrás de todos os países da América Latina, com exceção do Haiti. A educação básica e o ensino médio patrocinados pelo governo estão num nível baixíssimo. Criaram a categoria dos analfabetos com diploma.
Esta é a realidade político-administrativa que não há marketing de PAC que dê jeito. O caso dos aposentados é estarrecedor: o Senado Federal aprova o ressarcimento de um direito roubado dos aposentados e Lula da Silva com sua troupe de pelegos trabalha para derrotar o projeto na Câmara dos Deputados.
Omitem a situação irreversível de que todos os trabalhadores um dia serão aposentados. Ou pensionistas. Em curto prazo conquistam apoios, porque varrem para debaixo do tapete a covardia cometida contra os idosos e as viúvas, porque o PT-governo não aceita a aprovação do projeto do senador Paulo Paim, que dá aos aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo o reajuste de 16.5%.
Enquanto isto os sindicatos de pelegos alcançam vitórias sobre vitórias. Conquistam reajustes com ganhos acima dos 3%, descontada a inflação do ano, e agora fazem campanha para reduzir a jornada legal de trabalho de 48 para 44 horas semanais. Mas entre eles não se fala dos aposentados e pensionistas. É a corrida egoísta da traição nacional dos “líderes sindicais”: enriquecer muito no menor tempo possível.
Lula da Silva e os pelegos da alta hierarquia sairão milionários do poder. Elle (com dois eles para personalizar o Presidente) com dupla cidadania para gozar na Itália sob o aplauso dos fanáticos e aparelhados, dos beneficiários das ONGs fajutas e dos lobistas. Tudo bem. Mas os que se calam diante disso, recebam a minha praga.
Já perderam cinco anos de vida se aposentando mais tarde do que a legislação trabalhista permitia. Agora vão ter que trabalhar mais cinco anos para a aposentadoria, e quando obtiverem o benefício passarão a ganhar menos que o salário-mínimo. E que com a graça de Deus vivam o caos infernal da falta de hospitais, médicos e remédios.
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