Os diários e manuscritos de próprio punho do “doctor” Joseph Goebbles, guardados na Biblioteca Wierner, de Londres, e na Universidade Stanford, na Califórnia, esclarecem quase tudo sobre o fazem atualmente as ditaduras e governos populistas. A importância dos registros é inestimável para conhecermos o pensamento do jornalista, agitador político, chefe do Partido Nazista em Berlim e ministro da Propaganda e Informação Política do Terceiro Reich.
Vários pesquisadores de nacionalidades diversas estudaram esses documentos e os registraram em livros, e eu me vali do “The Goebbles’ Diaries” de Sir Nevile Anderson, traduzido por Louis Lochner.
Nas confidências pessoais de um protagonista da Era Hitlerista, que mancha a História da Humanidade e enoja os democratas, encontramos propostas, criações e realizações até hoje pensadas, seguidas e experimentadas por neonazistas e ditadores desde o século passado.
A covarde agressão à jornalista da TV Globo, Monalisa Perrone, no exercício profissional, lembrou-me de ir buscar os antecedentes factuais daqueles tempos sombrios. Herr Goebbles se vangloria de ter criado as “Tropas de Assalto” em Berlim, sob o argumento de que “quem puder dominar as ruas, um dia conquistará o Estado”.
E além: “(…) toda forma política de força e qualquer Estado dirigido por uma ditadura teem suas raízes nas ruas”. Usou sua estratégia contra os adversários políticos, maçons, católicos, judeus e até contra os próprios companheiros de partido.
Livrarias, jornais, jornalistas e jornaleiros eram intimidados a não divulgar nada que fosse contrário aos interesses “da Alemanha” – o que na terminologia fascista queria dizer “contra os interesses do partido e do próprio Goebbles”.
A ala lulo-peleguista do PT e do governo federal, recebe há tempos essa orientação de “bater nas ruas”. São bem lembrados os episódiosem que JoséDirceuincentivou agressões ao governador Mário Covas. Hoje ele é processado no STF como suspeito de chefiar um esquema de corrupção e formação de quadrilha no caso do “mensalão”,
A tarefa de “bater nas ruas” faz parte da cultura lulo-peleguista. Ocorreu quando a jornalista, Monalisa Perrone, convocada pelos âncoras do Jornal Hoje a falar ao vivo sobre o estado de saúde do ex-presidente Lula da Silva, foi agredida, empurrada e calada por dois homens que vociferaram contra a TV-Globo.
Essa versão das “Tropas de Assalto” é um movimento que se intitula “Merd TV” que incita interrupções de transmissões televisivas feitas ao vivo. O jornalista José Roberto Burnier, também da TV-Globo, reportava quando militantes facínoras desse grupo o interromperam gritando “Cala a boca, Globo”.
Monalisa conta que, em 20 anos de profissão, jamais ocorreu coisas desse tipo com ela, mas assume uma consciência profissional dizendo que “É um desrespeito enorme, mas enfim, televisão ao vivo é isso.”
Embora o caso não tenha recebido a repercussão devida, em defesa da liberdade de imprensa e expressão, centenas de jornalistas e outros profissionais da Comunicação, prestaram solidariedade à colega; e a Associação Brasileira de Imprensa divulgou nota sobre o caso onde se destaca: “Jamais, em tempo algum, ato de agressão física é aceito por qualquer motivo que seja. Debates e diferenças de ideias devem ser mostradas em discussões civilizadas”.
Assino embaixo deste pronunciamento da ABI.
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