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Re-leitura do Mein Kampf e o fascismo do PT

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Nos anos inesquecíveis que passei em Natal, e os amigos que conquistei com humano sentimentalismo, sem pieguismos, passam como uma série interminável de tevê na minha memória. Uma das lembranças assomou numa re-leitura de Hitler, o Mein Kampf, um programa-manifesto em forma de livro, que chamou de “testamento político”…

O livro, raro, combatido ou menosprezado, foi um presente que ganhei do meu querido Tadeu de Oliveira. Passando uma vista em alguns temas, encontrei no Capítulo VI, “A luta nos primeiros tempos”, algo que se refere à imprensa. É curioso um dos itens que, mais tarde, entrou no Programa dos 25 pontos do ‘Deutsche Arbeiter-Partei’, Partido dos Trabalhadores Alemães…

Ao lado de alguns princípios radicais a gente encontra a proposta de “um rígido controle da imprensa, no interesse nacional”. Essa re-leitura do Mein Kampf me apontou o fascismo do PT.

Quem defende o controle social da mídia (o nome moderno de ‘imprensa’) é o partido que o general Golbery deu a Lula da Silva, na época pelego da Volkswagen, para enfrentar os comunistas do PCB e os trabalhistas do PTB de Brizola.

Aliás, pegou tão mal a proposta de ‘controle social da mídia’ e ‘disciplina dos jornalistas’ que os lulo-petistas enfeitaram o maracá amaciando a sua investida sobre a liberdade de imprensa sob a palavra-de-ordem ‘democratização dos meios de comunicação’.

Os petistas varreram para debaixo do tapete a conotação totalitária na sua investida sobre os meios de comunicação, mas continuam manhosamente investindo contra a livre expressão do pensamento e a imprensa livre.

Diga-se de passagem, em nome da verdade, que a ala fascista do PT se contradiz com a presidente Dilma Rousseff, que afirmou de público: “Prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras”.

Esse, porém, é um problema interno do partido ‘delles’… De um lado a vocação autoritária das frações extremistas e de outro a opinião da Presidente. Sob um silêncio suspeito de entidades defensoras dos direitos civis e a própria omissão dos meios de comunicação, os agitadores fascistas insistem em controlar a imprensa.

Foi o que se viu – enfrentando uma tempestuosa repulsa popular – a tentativa de uma ministra “militante”, Iriny Lopes, querendo tirar do ar a peça publicitária da modelo Gisele Bündchen para a Hope, fabricante de peças íntimas.

Enquanto o Conar, órgão governamental adequado, estudava o caso, dona Iriny resolveu interferir no enredo da novela “Fina Estampa”, do renomado escritor Aguinaldo Silva. Mais uma vez, enfrentou a opinião pública, contrária ao conceito de que a novela “subalternizava” a mulher… O Estado Democrático de Direito não pode intervir em produções intelectuais, decidindo o que constitui ou não a dignidade da condição feminina, ou outras ‘condições’…

Em minha opinião, o PT está cutucando a fera popular com vara curta. E é com desusada obstinação que vem tentando impor seu viés autoritário na liberdade de imprensa, regulando o conteúdo das matérias jornalísticas de todas as mídias e as produções culturais e artísticas.

Está no programa e na pauta das reuniões do partido que o general Golbery deu para Lula, a convocação de um seminário para ‘democratizar’ a mídia com um paradoxal ataque à Democracia.

Resta saber o que significa ‘democratizar’ para os fascistas… Será impedir que as reportagens investigativas deixem a roubalheira governamental de lado? Será para evitar as denúncias de escândalos praticados por ministros e auxiliares de segundo escalão?

Está nas respostas a essas perguntas o ‘X’ do problema. Ou a Constituição deve ser respeitada no tocante às liberdades sociais e individuais, ou nos será imposto o ‘controle social da mídia’ como Hitler propôs e fez na pobre Alemanha…

Miranda Sá

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