Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem “FRASE DA VEZ_1/31“:
MIRANDA SÁ MORREU?
Meu caro articulista, de passagem pelo seu Blog, sensibilizado pela falta de interlocutores, resolvi digitar estas linhas na esperança de contribuir para, quem sabe, despertar em você a necessidade de uma autocrítica.Nos últimos anos, venho percebendo que, supostamente, o velho jornalista, ferrenho opositor da ditadura, defensor da democracia e dos direitos do povo, deu lugar a um “profissional” amargurado, não muito afeito a uma análise isenta dos fatos e profundamente identificado com os meios de comunicação conservadores que monopolizam o mercado da informação, daí a pergunta: Miranda Sá morreu?
A psicose pela desconstrução do “mito”, Lula e os ataques indiscriminados ao Partido dos Trabalhadores fariam sentido, caso o articulista fosse, de fato, Miranda Sá (o dos anos 80), exemplo de coerência e seriedade em sua trajetória Profissional (para não falar Humana), contudo, a proximidade do atual articulista com a TV de José Agripino e a reprodução acéfala do conteúdo político produzido pela grande mídia, ilustrada nos Links em seu blog, não lhe dão a credibilidade necessária para apontar incoerências em quem quer que seja, ao contrário do que se esperaria do verdadeiro Miranda Sá.
Por falar em mídia, me causa espécie que alguém que se proponha a se passar pelo velho jornalista brizolista, seja o mesmo a legitimar o conteúdo manipulador e tendencioso de determinadas empresas de comunicação que, no passado recente, fizeram de Brizola, alvo preferencial de seus ataques. Não! Não posso acreditar que bravo jornalista defensor do “socialismo moreno” tenha se tornado uma pálida caricatura daquele que denunciava, “interesses escusos” como motivador dos ataques da grande imprensa contra o velho caudilho.
Não poria em seu blog, atalhos para outros BLOGs de articulistas como Noblatat (sic), Cláudio Humberto, o tucano Reinaldo de Azevedo e pior, do Globo, todos altamente identificados com o conservadorismo neoliberal, sendo que este último (o Globo), nas palavras do próprio Brizola, “é um jornal faccioso, parcial que está empenhado, apenas, em defender causas que o povo brasileiro abomina (…) foi o sustentáculo da ditadura e empenha-se em defender seus privilégios e daqueles que representa”.
Não acredito que os artigos corajosos do velho articulista, crítico da grande imprensa e das velhas oligarquias políticas reacionárias, tenham, espontaneamente, se transformado em artigos rancorosos, eivados de conservadorismo, desprovidos de objetividade que substituem a categoria analítica pelo xingamento pessoal puro e simples contra a pessoa do Presidente Lula.
Acreditar que um jornalista, com a história do Miranda Sá, jogaria sua trajetória política e profissional na “lata de lixo” e passaria a “chafurdar” no pântano midiático da grande imprensa construtora de “censo comum”, seria um desrespeito à sua memória.
Não! Miranda Sá jamais expressaria uma alegria adolescente e acrítica (“Olé! Olé! Olá! O STF tá botando pra quebrá!”) ao se referir à decisão do STF de acatar as denúncias contra os acusados de terem participado do “mensalão”, como se esta decisão fosse a prova cabal que estes seriam culpados, o que só ocorrerá ao final do processo, pois, isto significaria abdicar da responsabilidade jornalística de bem informar a sociedade, ainda que, ele próprio, ficasse satisfeito com a decisão do referido tribunal. Ele lembraria que os dois presidentes trabalhistas que o Brasil teve (Getulio e João Goulart) foram atacados violentamente pela mesma imprensa Liberal que ele parece adimirar (sic), que definia os respectivos governos como responsáveis pelo “mar de Lama” e pelo “maior escândalo político da história” (dejavú?), acusações que a história se encarregou de desmentir, embora tarde demais.
Miranda Sá agiria com responsabilidade, ele que foi “testemunha da história, não “cuspiria na lápide” do admirado Brizola, mudando de lado, assim que os despojos do líder Gaúcho se desfizesse. Se vivo, Miranda Sá poderia até assumir um discurso crítico ao Governo Lula, semelhante ao que o velho caudilho assumiu, em seus últimos dias, mais para afirmar o PDT como alternativa em um suposto vácuo político na esquerda deixado pelo PT, do que por convicção ideológica, pragmático que era. O Brizolismo (no bom sentido) que permeava a sua práxis profissional, não lhe permitiria conceber artigos, tipo “Censo-Comum” de conteúdo, claramente “udenista” que deixaria até Carlos Lacerda “ruborizado”.Dito isto, faço um apelo ao articulista que se apropriou do nome e da imagem do polêmico Miranda Sá: Deixe os mortos descansarem em paz! ( * De acordo com a gramática e a grafia originais * )
MAGNO MENDES
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