Desde a adolescência jamais neguei a minha malquerença com a demagogia, o eleitoralismo e a politicagem, por uma questão de princípios; e agora, na eleição encontrei retalhos dessas modalidades políticas.
Uma por uma, assisti a presença da demagogia substituindo propostas objetivas para o governo somando-se a ataques pessoais e promessas irrealizáveis; vi o eleitoralismo exaltando o oportunismo e o carreirismo acima da vocação política, e registrei a politicagem travestida de ideologismo, se sobressaindo acima das boas intenções.
Considerando os discursos e a propaganda, não somente eu, mas quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir distinguiu esta observação; e, para empanar a “Festa da Democracia” o divisionismo ocupou o lugar da convergência pelo bem comum.
Constatamos que a grande mídia muito contribuiu para isto, instigando artificialmente uma polarização de “direita” e “esquerda” que na realidade inexistente, a não ser entre minorias grupais fanatizadas e cultuadoras de personalidades.
Quem estuda a ciência política sabe muito bem (e repito sempre) que direita e esquerda não são discursos ideológicos estáveis, apenas a expressão primária de união grupal; basta que duas pessoas se achegarem e assumirem ser de direita ou de esquerda para que essas tendências passem a existir sem um conteúdo programático.
Além dos observadores, a grande massa eleitoral sabe instintivamente disto; e mesmo bombardeada pela propaganda subliminar dos comentaristas televisivos e das pesquisas enganosas, soube reagir nos grandes centros urbanos do país. O canhoneio de comentaristas da tevê, principalmente da Globo, insistiu em alçar Guilherme Boulos em São Paulo, e as pesquisas “de opinião pública” mostraram uma irreal situação das candidatas petistas em Porto Alegre e Recife.
Estas maquinações não influenciaram o eleitorado vacinado contra a esquerda lulopetista, que finge combater as “estruturas burguesas” para se apropriar de propinas das empreiteiras e de empresas fornecedoras do Estado. Esta mistificação “esquerdista” durou três mandatos e meio de governos federais do PT, o suficiente para despertar a Nação.
Do outro lado, temos o avesso do lulopetismo com Bolsonaro & Filhos no poder, que se apresentam como conservadores, mas inocentam as delinquências no varejo sem punir a corrupção e o crime organizado como prometeram na campanha eleitoral. E, no lugar da Economia Liberal que asseveravam, praticam o populismo reformista distribuindo os mesmos benefícios das enganosas “bolsas” lulopetistas.
Este círculo vicioso da politicagem foi repudiado nacionalmente pela nítida incoerência dos auto-assumidos grupos de “direita” e “esquerda”. O eleitor médio repudiou as pretensões ambiciosas do bolsonarismo e do lulismo; deu um “chega prá lá” nos candidatos que eles apadrinharam.
O eleitorado preferiu voltar-se para a política tradicional que, certa ou errada, não engana com juras utópicas. Votou nos partidos convencionais, DEM, MDB e PSDB; e escolheu fora do sistema, pessoas em vez de partidos, dando a maioria das capitais às pequenas legendas que formam o chamado “Centrão”.
Com vistas a quem tem a caneta na mão julgando-se onipotente, assistimos a acachapante derrota do negacionismo assumido pelo presidente Jair Bolsonaro, com o seu desdém pela pandemia, o desprezo pela ciência e a total ignorância sobre os avanços da pesquisa médica das vacinas antivírus.
Tudo à vista, indesmentível, ajudou esta vistoria eleitoral que está sujeita a correções, mas baseei-me em números e análise dos resultados finais. Com isto, desejo contribuir para os analistas que, como eu, querem o bem do Brasil e dos brasileiros.
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