“Dois dias após o acidente com o avião da TAM, tanto a diretoria (em pleno) da empresa como os responsáveis no Governo Federal pelo transporte aéreo no Brasil (em pleno) deram intermináveis entrevistas coletivas em que juraram que as pistas de Congonhas são seguras.
Dois dias depois, em pleno horário nobre, um piloto da TAM dá a cara, nome e sobrenome (José Eduardo Bosco) para dizer: “Não pouso mais na pista principal com chuva; ela não segura”.
No domingo, o presidente da Associação dos Tripulantes da TAM, Hugo Schaffel, fechou o quadro: “Se tiver qualquer garoa, meio milímetro de lâmina d’água, não vamos mais arriscar.
É perigoso”.
Esses três momentos acabam sendo o retrato acabado do Brasil como a mais perfeita esculhambação e uma coleção de mentiras tanto do poder público como do setor privado”.
Clóvis Rossi, jornalista
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