O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, acabou de suspender momentaneamente a sessão de julgamento da extradição do terrorista Cesare Battisti, após afirmar que considera comuns os quatro assassinatos pelos quais o bandido italiano foi condenado duas vezes à prisão perpétua. A tese do crime comum foi defendida pelo relator, ministro Cezar Peluso, e seguida por outros quatro ministros. O placar final foi de 5×4. Mendes deverá colocar em discussão os efeitos práticos dessa decisão do STF, ou seja, se o presidente Lula, a quem cabe assinar o decreto de extradição, estará ou não obrigado a isso.
Essa discussão foi suscitada por advogados esquerdistas pró-Battisti, como se uma sentença da mais alta corte do País pudesse não ser acatada, no Estado de Direito. No lado de fora do julgamento, alguns poucos militantes pró-Battisti, sobre os quais pesam suspeitas de receberem cachê para isso, tiraram as roupas exibindo órgãos genitais, numa atitude de insulto ao STF.
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