Depois de afirmar que o senador José Sarney não pode ser tratado como uma pessoa comum e pedir a procuradores cuidado com a biografia dos investigados, o presidente Lula reforçou ontem a defesa do presidente do Senado, minimizando as acusações que pesam contra o aliado. Alegando que nem todo julgamento é de pena de morte, Lula disse que, antes de punir, é preciso saber o tamanho do crime. “Uma coisa é você matar, outra coisa é roubar, outra coisa é você pedir um emprego, outra coisa é relação de influências, outra coisa é o lobby”, declarou.
Quem é Henrique, o namorado da neta
Henrique Dias Bernardes, namorado da neta de Sarney, gosta de viagens e noitadas. Ele não apareceu ontem no Senado, no seu horário de trabalho.
Confusão entre público e privado no clã maranhense
Para especialistas, a confusão entre o publico e o privado, clara nas conversas do clã Sarney, é resultado da impunidade. “Eles acham que o Brasil é deles”, diz David Fleischer, da UnB.
PT já se prepara para recuar
Com as gravações que provam sua ligação com atos secretos, o senador começa a perder apoio. Até então sua ferrenha defensora, Ideli Salvatti (SC), líder do governo no Congresso, já admite que a situação se agravou e pode levar o PT a rever sua posição.
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