“A volta dos 40 do mensalão à cena, com o previsto início amanhã da decisão judicial de submetê-los, ou não, a processo criminal, traz novo período de excitação política, seja qual for a decisão do Supremo Tribunal Federal. Caso o processo venha a ser recusado, ou dele se vejam excluídas figuras já incriminadas na opinião pública, pode-se esperar que a decisão seja recebida no país como consagração da norma de impunidade.
Com a conseqüência de reações de sentido e vigor determinados muito mais por emoções do que por considerações controladas.No caso de abertura do processo, sabe-se que a Procuradoria Geral da República tem novidades a apresentar, produzidas por investigações ainda não divulgadas. Estejam ou não entre tais novidades, não há dúvida de que restaram mesmo fatos muito graves que a politicagem na CPI não viu ou não quis ver.
Todos, ou quase, com ressonâncias muito incômodas para o governo. Ainda que nem tudo venha à superfície, o que vier terá reflexo político. Os ministros do Supremo vivem um momento muito especial, mas os meios de comunicação também estão sob o questionamento de suas reações em caso de recusa do processo”.
Jânio de Freitas, jornalista
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