A vitória do peemedebista Eduardo Paes para a prefeitura do Rio foi chamada ontem por integrantes do Planalto de um “mal menor” para a correlação de forças do governo federal. Não era o candidato dos sonhos do presidente Lula, mas sua derrota teria impacto negativo para os governistas. Duas análises foram feitas por auxiliares diretos de Lula.
A primeira indica, de forma pragmática, que a eleição de Paes representou o que mais interessava, a derrota da oposição (PSDB e DEM), que apostou as fichas na candidatura do deputado Fernando Gabeira (PV). Com a derrota de Marta Suplicy (PT) em São Paulo, Lula temia pelo enfraquecimento do seu grupo político no segundo $colégio eleitoral do país.
A segunda é que o resultado no Rio representou o fortalecimento da liderança política do governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ). Ele é considerado um dos aliados mais próximos de Lula — e o único governador aliado entre os estados mais importantes do Centro-Sul.
Tanto que levou o presidente a gravar uma mensagem de apoio a Paes, apesar do desconforto pessoal — a família presidencial ainda guarda mágoas dos ataques do então deputado tucano Eduardo Paes, na CPI dos Correios, em 2005.
Fonte: O Globo/Gerson Camarotti
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