HIROSHIMA, MEU AMOR (1959)
Agosto, 1957 – Uma jovem e bela atriz francesa está participando das filmagens de um novo filme sobre a paz, na cidade japonesa de Hiroshima, devastada durante a 2ª Guerra Mundial por uma bomba atômica, lançada pelas tropas americanas, e agora já reconstruída.
Na cidade, ela conhece um arquiteto japonês e, juntos, decidem viver uma história de amor no espaço de 24 horas, embora sejam casados, já que, no dia seguinte, ela deverá retornar à França.
Na penumbra de um quarto, às quatro horas da madrugada, o casal nu, abraçado, conversa como normalmente ocorre com casais na cama após terem feito sexo. Eles falam de sua infância, de onde estavam no dia em que os americanos lançaram a bomba atômica sobre Hiroshima: ele servia ao exército japonês, enquanto ela era uma jovem numa pequena cidade francesa. Ela fala da dor que sente pelos mortos de Hiroshima.
De manhã, ela se levanta para seu último dia de filmagens, enquanto ele, que se torna inteiramente obcecado por ela, resolve acompanhá-la. Ao terminar o trabalho, os dois vão até o Bar onde se encontraram na noite anterior, onde ele tenta convencê-la a permanecer em Hiroshi
Críticas
“Hiroshima, Meu Amor” é um extraordinário filme sobre a vida, o amor, o tempo e a memória… e também sobre a detonação da bomba atômica em Hiroshima, em 1945, e sobre os horrores da guerra.
Realizado pelo grande cineasta francês, Alain Resnais, o filme é um dos marcos da “nouvelle vague” francesa. Não se trata de um filme de fácil entendimento. Ao contrário, às vezes ele se mostra meio confuso, já que Resnais consegue fazer, de forma magistral, com que seus simbolismos estejam intimamente entrelaçados com a ação, com a realidade. Os diálogos e as imagens são muito bonitos.
“Hiroshima, Meu Amor” conta ainda com uma excelente fotografia e com a maravilhosa atuação de Emmanuelle Riva, no papel principal.
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