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Para recordar filmes clássicos

METRÓLIS (1926)

Metrópolis, ano 2026. Os poderosos ficam na superfície e lá há o Jardim dos Prazeres, para os filhos dos mestres, enquanto os operários, em regime de escravidão, trabalham bem abaixo da superfície, na Cidade dos Operários.

Esta poderosa cidade é governada por Joh Fredersen (Alfred Abel), um insensível capitalista cujo único filho, Freder (Gustav Fröhlich), leva uma vida idílica, desfrutando dos maravilhosos jardins. Mas um dia Freder conhece Maria (Brigitte Helm), a líder espiritual dos operários, que cuida dos filhos dos escravos. Ele conversa com seu pai, que diz que é assim que as coisas devem ser quando Josaphat (Theodor Loos) é demitido por Joh, por não ter mostrado plantas que estavam em poder dos operários.

Freder pede a ajuda dele e vê as condições que existem no subsolo. Paralelamente Rotwang (Rudolf Klein-Rogge), um inventor louco que está a serviço de Joh, diz ao seu patrão que seu trabalho está concluído, pois criou um robô à imagem do homem, que nunca se cansa ou comete erro, e diz que agora não haverá necessidade de trabalhadores humanos, sendo que em breve terá um robô que ninguém conseguirá diferenciar de um ser vivo.

Além disto decifra as plantas, que são de antigas catacumbas que ficam na parte mais profunda da cidade. Curioso em saber o que interessa tanto aos operários, Joh e Rotwang decidem espioná-los usando uma passagem secreta.

Elenco

Alfred Abel (Johhah “Joh” Fredersen)

Gustav Fröhlich (Freder Fredersen)

Brigitte Helm (Maria / Robô)

Rudolf Klein-Rogge (C.A. Rotwang)

Fritz Rasp (Slim)

Theodor Loos (Josaphat)

Heinrich George (Grot)

Erwin Biswanger (Georg)

Direção: Fritz Lang

Roteiro: Fritz Lang e Thea von Harbou, baseado em livro de Thea von Harbou

Produção: Erich Pommer

Música: Gottfried Huppertz

Fotografia: Karl Freund e Günther Rittau

Premiações:

A versão restaurada de 1984 recebeu 2 indicações ao Framboesa de Ouro, nas categorias de Pior Trilha Sonora e Pior Canção Original (“Love Kills”).

Curiosidades:

A 1ª versão de Metrópolis tinha mais de três horas, mas infelizmente ela se perdeu. A 1ª versão americana tinha 159 minutos e a alemã 153 minutos. Há uma versão restaurada pelo Filmmuseum Munich, que editou cenas perdidas e tem 150 minutos. Uma versão inglesa, chamada erradamente de “A Versão do Diretor”, tem 139 minutos.

Há uma versão dos anos 80, restaurada na Alemanha, com 115 minutos, mas a versão em vídeo tem apenas 93 minutos. Em 1996 foi feita uma versão americana com música, que tem 115 minutos. Existe uma outra versão, só com 94 minutos, que tem uma trilha sem música e apenas efeitos eletrônicos gerando som.

Em 2001 uma versão restaurada foi apresentada no Festival de Berlim, mostrando cenas que eram consideradas perdidas, e dura 147 minutos. Existem ainda as versões com 119 minutos (DVD) e 87 minutos (1984), que foi colorizada e musicada por Giorgio Moroder.

Foi um dos filmes mais caros da história do cinema, tendo custado na época 5 milhões de marcos e quase tendo levado a Universum Film S.A. à falência.

Teve pelo menos 1100 extras.

Marjorie Salu

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Marjorie Salu

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