De Míriam Leitão
Desafio paraguaio
Seja quem for o presidente eleito pelos paraguaios nas eleições de hoje, uma coisa já é certa: o Brasil deverá enfrentar problemas e reação aos negócios brasileiros no país. Com um PIB que equivale a menos de 1% do PIB brasileiro, o Brasil foi escolhido, especialmente nesta eleição, como o bode expiatório que dá votos. O ponto central da campanha dos dois candidatos que lideram as pesquisas foi como receber mais por Itaipu.
Estas são eleições decisivas para as relações entre os dois países. São sete candidatos, mas, no páreo, estão uma mulher, um ex-bispo e um ex-preso. O ex-general Lino Oviedo, que esteve na prisão por tentativa de golpe, e já morou no Brasil, fez uma campanha mais favorável ao país. Tem pouca chance. Na frente das pesquisas, está quem manteve o discurso mais radical, o ex-bispo Fernando Lugo. Em segundo lugar, Blanca Ovelar.
O Paraguai tem hoje cerca de 6 milhões de habitantes e 2,8 milhões de eleitores. O voto é obrigatório, mas como não há punição para quem não participa, na prática, ele é mesmo facultativo. Neste domingo, além de escolher o presidente numa eleição em um único turno, os paraguaios vão eleger também senadores, deputados, parlamentares do Mercosul, governadores e representantes das juntas governamentais. Com um processo deste tamanho, a previsão é de que só na quarta-feira o resultado será oficializado.
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