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Ouro dos Tolos

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Quem não conhece o ouro, esse metal amarelo brilhante, flexível, moldável, condutor de eletricidade e de calor e resistente a corrosão? Seu nome vem do latim, ‘aurum’ = brilhante; na Química, recebe o número atômico 79 (79 prótons e 79 elétrons) e sua massa atômica é 197 u.

Desde a mais distante antiguidade o ouro é valorizado pela raridade e beleza; e, por isso, sempre foi um símbolo de riqueza e de poder. Encanta e seduz nas joalherias e galerias de arte; atrai em vários museus, no Museu Britânico, em Londres, no Louvre, em Paris, no Museu Egípcio de Berlim e no Museu de Jóias, em Pequim.

Nossos vizinhos, Peru e Colômbia mostram impressionantes coleções da ourivesaria inca nos seus museus “Del Oro”; e o nosso Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, Rio, apresenta vitrines com sobras da riqueza que foi levada às toneladas para Europa pelo colonizador português.

Pelo alto valor comercial e para gerar renda, o ouro é cobiçado e incita o crime através de artifícios para enganar trouxas ambiciosos; sua imitação mais comum é conhecida como “ouro dos tolos”, um mineral do enxofre, dissulfeto de ferro, chamado ‘pirita’.

Assistimos em filmes do faroeste, corridas do ouro para Califórnia e bandidos vigaristas “semeando” piritas em terrenos devolutos para vendê-los a bom preço para mineração do ouro que não existia…

É sabido que os tolos sentem uma imperiosa necessidade de se iludir, principalmente quando sua falta de juízo é associada à vaidade e presunção… O estudo da realidade sócio-política induz que a utopia é uma espécie de ‘pirita’… O imaginário das massas ignorantes é rico em utopias, o ouro dos tolos personificado num líder que corresponde às suas fantasias ilusórias.

Com o uso intensificado da propaganda na política, o surgimento de um líder dispensa o fascínio das massas por uma pessoa carismática. É determinado pelo marketing. Sai das ondas do rádio e da televisão; e, depois de firmada a imagem, é mantida pela cooptação e o mercenarismo.

A mídia divulgou nos últimos dias que um hierarca petista afirmou que o PT está abaixo do volume morto da política, porque atualmente a sua militância só pensa em propinas, empregos e cargos. Cargos significam divisão do poder; e falando em poder, ouçamos o general Olímpio Mourão Filho que disse: “Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto, e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará a sua volta”.

Não há outro exemplo similar na História da Humanidade de um conto-do-vigário maior do que o ‘ouro dos tolos’ que Lula da Silva passou ao eleitorado brasileiro apresentando a atual presidente, Dilma, como uma “gerentona”. Dilma revelou-se uma ‘pirita’ avalizada por um aventureiro e mentiroso contumaz.

A enganação está clara nos olhos dos brasileiros lúcidos, vendo Dilma por em dúvida a lisura da sua eleição com suas promessas eleitorais – sem exceção – desmentidas pelos fatos, consubstanciando um verdadeiro estelionato.

Com o despertar do povo, que distingue o ouro de um mineral sem valor, a aprovação de Dilma nas pesquisas de opinião tem apenas um dígito, fazendo-a balançar sacudida pelos 86% dos brasileiros que consideram o seu governo ‘ruim’ e ‘péssimo’.

Mesmo diante desta realidade, Dilma com o peculiar cinismo dos lulo-petistas classifica como “golpista” o desejo de vê-la renunciar ao governo ou ser impichada pelas manobras nas contas públicas.

Golpismo é isto: Rasgar a Constituição, descumprir a lei, servir-se de astúcias na prestação de contas, manobrar pelo aparelhamento os órgãos jurídicos do governo. Golpista é Dilma quando diz que defenderá “com unhas e dentes” um mandato desprezado pela vontade popular.  Ela perdeu o crédito quando disse que não mexeria nos direitos trabalhistas “nem que a vaca tossisse”. E só falou a verdade quando disse que se aliaria com o diabo para ganhar a eleição; aliou-se, e o canhoto está satanizando o Brasil.

Precisamos reagir. Raul Seixas inspirou-se no ouro dos tolos e escreveu uma canção com Paulo Coelho, que mexe com quem quer uma alternativa para o Brasil. Agitam eles: “Ah!/Eu é que não me sento/No trono de um apartamento/ Com a boca escancarada/Cheia de dentes/ Esperando a morte chegar!”

Miranda Sá

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