Obama rejeita ser o salvador do mundo
Barack Obama enfrenta hoje uma missão assustadora. Suas primeiras palavras como o 44º presidente dos Estados Unidos deverão ser transformadoras não somente para os norte-americanos, mas também para o mundo que assistirá ao juramento que ele fará às 13h (horário de Brasília). O discurso precisa dar início à mudança da qual falou durante 18 meses em sua campanha eleitoral quando seus discursos o ajudaram a vencer as eleições.
O novo presidente já minimiza a crença de que será o salvador do mundo. Falou com severidade sobre o tempo que levará para uma recuperação econômica. “Desde a noite da eleição, Obama não usa de retórica entusiástica. Ao contrário, diminui as expectativas”, disse David Kusnet, ex-redator de discursos para Bill Clinton e professor do Economic Policy Institute.
Ao herdar uma crise econômica sem precedentes e vários conflitos no Oriente Médio, precisará de todo seu carisma para semear confiança depois de oito anos de governo de George W. Bush.
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