Categorias: Notas

Obama no Congresso

Presidente promete reconstrução dos Estados Unidos

No pior momento econômico em 80 anos, no meio do risco de colapso bancário, o presidente Barack Obama foi ao Congresso e foi ovacionado.

Ele prometeu reconstrução do país, anunciou novos planos, pediu apoio e apontou as três áreas prioritárias:energia, saúde e educação.

Em grande parte ele repetiu partes dos seus discursos, reafirmando principios e valores, mas ao mesmo tempo informando como será a reconstrução econômica do país.

Ele invocou a história, invocou os grandes momentos do país, para garantir que trabalhará com o Congresso para reconstruir a economia.

Ele faz isso as vesperas de uma ação mais forte para salvar os bancos, mas garantiu que não faz isso pelos banqueiros, mas pelas pessoas comuns.

O tom forte impressiona, mas a tarefa que tem pela frente é a maior que os contemporâneos já viram.

Esse é o momento decisivo do país e ele sabe disso, por isso está juntando todas as forças, usando todo o seu capital político para tentar restaurar a confiança no país.

Ele fez um discurso ousado e ambicioso no momento em que mandará o seu primeiro Orçamento para o Congresso numa tentativa calculada de tentar virar o jogo, que nestes primeiros 30 dias de governo não melhorou em nada.

Ao falar de energia renovável e limpa – uma de suas obsessões – ele falou em prioridade à tecnologia desenvolvida nos Estados Unidos. Aliás ele fez um anúncio que o mundo ambiental aplaude: a de que uso do sistema de cap and trade na emissão de carbono, ou seja, havera teto e preço para a emissão de carbono.

Pediu apoio do Congresso para uma reforma regulatória que mandará par o Congresso.

Ao falar da crise automobilística ele deixou claro que não deixará a indústria quebrar lembrando que esse foi o país que inventou o automóvel.

Na área das guerras, Obama avisou que não haverá orçamento secreto nem contrato sem licitação no Iraque e Afeganistão.

Mas foi na educação que ele depositou toda a confiança de que o país precisa para virar o jogo definitivamente: dois terços do emprego exigem educação maior que o segundo grau, disse, e o país tem o maior grau de evasão do segundo grau entre as economias industrializadas. Esse é o caminho do declinio, alertou.

Apresentou sua agenda. Uma vasta agenda onde coube desde o fim da tortura até a luta pela cura do câncer.

A razão de tanta ambição é levantar o humor dos americanos abatido nos últimos tempos de crise cada vez mais grave.

Ao entrar e ao sair do Congresso foi tratado como um pop star com direito a pedido de autógrafos dos próprios congressistas.

Fonte: Miriam Leitão
Marjorie Salu

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Marjorie Salu

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