“(…) A peça subscrita por três membros do Ministério Público da capital federal, embora não adicione provas às do procurador Antônio Fernando, enfatiza o desvio de recursos públicos – daí a acusação de improbidade – para a compra de votos no Congresso em projetos de interesse do governo, entre 2003 e 2004, tais como os das reformas previdenciárias e tributárias.E, assim como o procurador-geral decompôs a “quadrilha” que denunciara em três núcleos – o político-partidário, o publicitário e o financeiro -, para deixar claro o modus operandi do mensalão, os três procuradores adotaram o mesmo procedimento, apenas substituindo núcleo político-partidário por núcleo central.
Nele reaparecem como não poderia deixar de ser, as “figuras carimbadas” do PT José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e Sílvio Pereira, além dos ex-deputados João Magno e Professor Luizinho e do deputado reeleito Paulo Rocha. Eles teriam recebido recursos de caixa 2 para quitar dívidas de campanhas passadas e financiar as seguintes. Fazem companhia aos suspeitos de sempre, entre os quais o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto, o cassado Roberto Jefferson e o especialmente notório Valdemar Costa Neto, que renunciou para não ser cassado e está de volta à Câmara. “Ficou amplamente caracterizado o conluio político entre o PT e o PTB”, sustenta o procurador Francisco Vollstedt Bastos. Isso quando Dirceu e Jefferson operavam em dobradinha.
Dos 40 do procurador-geral, ficaram de fora, notadamente, o ex-ministro Luiz Gushiken e o publicitário Duda Mendonça. (Marcos Valério, porém, não poderia faltar.) A ambição dos procuradores não é pouca. Desejam que os suspeitos sejam condenados a ressarcir a União em cerca de R$ 55 milhões, percam os direitos políticos por até 10 anos e sejam destituídos dos cargos públicos que, apesar de tudo, ainda ocupem.
(do Editorial do Estadão)
OPINIÃO: Para os que nos acompanham pelos brasis afora, dou a informação de que aqui, em Natal, todas as bancas de advocacia estão paradas – cedendo à tele-audiência da TV – Justiça transmitindo ao vivo e a cores a apreciação da denúncia contra os “40 Mensaleiros”. A tradição norte-riograndense dos buliçosos acadêmicos de Direito e dos grandes bacharéis, advogados, jurisconsultos e magistrados, bebe na fonte do saber jurídico que, como não poderia deixar de ser, jorra no julgamento dos membros do grupo que o procurador-geral da República chamou de “organização criminosa”. Uma enquête despretensiosa que fizemos com a “tchurma do Direito” dá conta que nos círculos advocatícios reina a percepção majoritária de que os ministros do STF darão guarida ao pedido de abertura de processo. Da minha parte, mais do que o discernimento que nos leva a acatar a independência da Suprema Corte, há o desejo – fora e possivelmente adverso ao conceito jurídico – de uma punição exemplar para os processantes do tumor maligno da corrupção no organismo democrático. É preciso extirpá-lo antes da metástase… MIRANDA SÁ
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br) É brilhante, sem dúvida, o livro "Do Espírito das Leis" escrito em 1748 (!) pelo filósofo,…
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br) Peço humildemente aos que acessarem este artigo para ler, reler, analisar e refletir sobre o pensamento…
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br) A farsa e os farsantes têm um capítulo reservado na História da Civilização. Como os brasileiros…
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br) Tenho revelado nos meus posteres a minha defesa intransigente da Paz Mundial como forma de mantermos…
MIRANDA SÁ (Email: mirandaasa@uol.com.br) Impor a polarização eleitoral dos extremistas da falsa direita e da falsa esquerda pela massiva propaganda…