O presidente do Senado, José Sarney, disse ontem pessoalmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não pedirá licença nem renunciará ao cargo. Acusado de beneficiar parentes e aliados por meio de atos secretos, Na noite anterior, Lula tivera uma reunião de quatro horas com os 12 senadores do PT, que resistiam em garantir apoio a Sarney. O líder do PSDB, Arthur Virgílio, avaliou que Sarney se tornou “um pato manco, que não manda mais no Senado”.
Sarney apresentou mais duas versões para explicar a omissão, na declaração de bens entregue ao TRE, de uma casa de R$ 4 milhões. Em nota, o senador alegou ter apresentado em 2006 a mesma lista de bens de 1998, que não continha a casa. Mas a lista de 2006 é diferente da de 1998. Apontada a contradição, assessoria atribuiu a omissão ao “esquecimento”.
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