Times mistos
No auge desta crise, que de tão intensa parece ser o único tema possível, fui falar numa grande empresa sobre diversidade. Isso me fez voltar a um dos assuntos que mais me encanta, e que não é lateral em empresas globalizadas. Nos Estados Unidos, ele tem sido estudado em universidades de ponta, e pesquisas mostram que times mistos são mais produtivos.
O Brasil tem 16 milhões de pessoas com deficiência e menos de um milhão trabalha, a maioria em subemprego, diz o professor José Pastore. O país tem 90 milhões, duas Áfricas do Sul, de pretos e pardos, e eles estão afastados da estrutura dos poderes político, acadêmico e corporativo brasileiros.
As mulheres têm escolaridade maior, mas a diferença salarial aumenta quanto mais se estuda: entre homens e mulheres com zero a três anos de estudo, a mulher recebe 82% do que o homem ganha; no grupo de 15 a 17 anos de estudo, ela recebe 59% do que ele ganha. Resultado das barreiras à ascensão das mulheres.
É conhecida a pesquisa do Instituto Ethos que mostra que, nas 500 maiores empresas brasileiras, só 13% das diretorias são ocupadas pelas mulheres; só 3% por pretos e pardos.
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