O que pode afetar mesmo a economia é a dificuldade das empresas em pagar o 13 salário e este é o temor que a CNI tem, segundo o economista Flávio Castelo Branco. Ele admite que muitas empresas estão com problemas de acesso a capital de giro. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil tem o mesmo receio e, por isso, pede “políticas horizontais”, e não só para setores específicos.
Segundo Flávio Castelo Branco, economista-chefe da Confederação Nacional da Indústria (CNI), as indústrias precisam de capital de giro para fechar contas e pagar a fornecedores e o 13 salário dos funcionários. Ele acha que o governo deveria se antecipar ao problema, “que todos sabem que existe”.
— Para pagar o 13 salário aos empregados, as empresas precisam ter dinheiro. Com o aperto do crédito, as empresas estão com problemas de capital de giro. Se não conseguirem capital, há receio de atrasar o pagamento de suas obrigações.
Entre as obrigações estão tributos federais, que impactam menos financeiramente e por mais que as empresas entrem em alguma lista de devedores, conseguem sair depois. Para o economista da CNI, não pagar o 13 salário vai frustrar o consumo que o próprio governo prevê para o fim do ano.
— Não depositando o 13, a empresa cria uma situação difícil para ela, frustra os trabalhadores, que são consumidores e não teriam dinheiro para pagar contas e compras de Natal, e, com isso, frustra o consumo para o fim do ano.
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