Crise começa a cortar empregos
Quando um ministro do Trabalho, no caso Carlos Lupi, antecipa as dificuldades exatamente do mercado de trabalho, não pode haver razões para otimismo. O consumo vai diminuir de cara neste fim de ano. Quem se sente seguro em assumir dívidas se não sabe se amanhã continuará ou não empregado? Não é possível exigir-se heroísmo ou que pessoa alguma assuma o risco exagerado. A compressão do mercado de trabalho, de outro lado, vem provar novamente que não possuem efeito social as medidas do governo liberando recursos para que empresas enfrentem a crise.
PEDRO DO COUTTO, jornalista
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