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LINGUAGEM

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

                     “As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade”
                                                                                                                               Vitor Hugo

Citei a frase lapidar do extraordinário pensador francês Hugo, e aproveito para fazer uma homenagem à língua francesa, de onde se originou a palavra portuguesa “linguagem”. Foi do antigo vocábulo gaulês “langage”.

A linguagem é um sistema de sinais para codificação e decodificação de informações. Estudos de lingüística indicam que veio dos grunhidos do hommo erectus na África os primeiros indícios de comunicação. Foi o “grito da natureza”, usado pelos primeiros homens para pedir socorro no perigo ou chamar atenção para as fontes de água ou a presença da caça, árvores frutíferas e raízes.

A linguagem tornou possível o progresso do homem da barbárie à civilização e o avanço civilizatório trouxe a multiplicação e disciplinamento das inflexões de voz para através da fala exprimir as idéias, sentimentos e a interação social.

Lingüística é o nome da ciência que se dedica ao estudo da linguagem. Diz Aldous Huxley que “a linguagem dá clareza e nitidez às nossas recordações”, mas também escraviza ora pela adulação, ora pela ameaça.

O Brasil, do ponto de vista geopolítico, deve a sua unidade ao idioma português, que se tornou hegemônica pelo domínio sobre as mais de línguas faladas no País em 1500. Estudiosos encontraram cerca de 200 delas sobreviventes, faladas por minorias muito limitadas.

O português-brasileiro se impõe também sobre as línguas de fronteira, as quilombolas e variantes de estrangeiras como o alemão e o italiano; e sua única variedade se prende ao uso de situações específicas de comunicação.

Assim, preservar o nosso idioma é um imperativo patriótico. O grande Rui Barbosa já alertava que “a degeneração de um povo, de uma nação ou raça, começa pelo desvirtuamento da própria língua”.

Por isso precisamos nos precaver dos totalitários que atualmente ocupam o poder central. Para eles, inimigos da liberdade, corromper o uso da linguagem é uma das formas de manipular opiniões, como se vê na mentira repetitiva dos condutores do lulo-petismo na sua ânsia para manutenção do poder.

O andamento dessa estratégia se faz quase imperceptível. O Ministério da Educação lulo-petista distribui cartilhas onde a gramática é mutilada, e entre os orientadores chapas-branca há quem proponha “popularizar” os livros de Machado de Assis e suprimir a literatura infantil de Monteiro Lobato.

Para atentar contra a obra de Machado, usa-se o reles argumento de que o português culto é ininteligível para o povo e com isso elitiza a literatura… Quanto ao preço ideológico para combater Monteiro Lobato, é a acusação de que o notável escritor defende idéias racistas!

Reconhecemos, sem dúvida, as relações sociais desiguais. Mas sabemos que a ignorância e o analfabetismo são impostos às camadas mais pobres da população por puro interesse de exercer influência política sobre o povo. E fazê-lo massa de manobra para ações que subvertem a nacionalidade e impõem um predomínio partidário.

Seria cômico se não fosse trágico, aceitar-se a linguagem chula de Lula da Silva, semi- alfabetizado, ou a terminologia estreita e mutilada, quase irreconhecível de Dilma Rousseff.

Incapaz de educar e elevar culturalmente o povo, a tendência lulo-petista totalitária aproveita-se de apedeutas com certa capacidade de liderança, sugerindo popularidade para eles. Faz-lhes decorar slogans e palavras-estímulo capazes de granjear simpatizantes para o partido.

É assim, que em nome de uma ideologia degenerada, mercadejam com a opinião pública, escarnecendo da República e da Democracia para facilitar o assalto ao Tesouro Nacional e ao Patrimônio Público.

É com as eleições do dia 5 de outubro que os patriotas devem derrubar, com a linguagem das urnas – pelo voto –, o palanque da ignorância, da incompetência e da corrupção armado pelo PT e seus aliados.

Miranda Sá

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