Considerado o pai da antropologia moderna, pensador que influenciou as ciências humanas com seu projeto estruturalista, o francês Claude Lévi-Strauss morreu sábado, aos 100 anos. A morte do autor de clássicos como “Tristes trópicos” – obra inspirada em sua passagem pelo Brasil, viagem que marcou sua trajetória – foi anunciada ontem pela Academia Francesa.
Se há alguns livros que ficaram acesos em minha memória desde que foram lidos e para sempre, “Tristes Trópicos” é um deles. Lévi-Strauss detestava a promiscuidade entre alta cultura e cultura popular que via em contemporâneos mais jovens. Sempre senti carinho por ele, mesmo no seu grande esnobismo contra o esnobismo de massas.
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