CHUVA DE CAJU
Como te chamas, pequena chuva inconstante e
[ breve?
Como te chamas, dize, chuva simples e leve?
Tereza? Maria?
Entra, invade a casa, molha o chão,
Molha a mesa e os livros.
Sei de onde vens, sei por onde andaste.
Vens dos subúrbios distantes, dos sítios
[ aromáticos.
Onde as mangueiras florescem, onde há cajus e
[ mangabas,
Onde os coqueiros se aprumam nos baldes dos
[ viveiros
E em noites de lua cheia passam rondando os
[ maruins:
Lama viva, espírito do ar noturno do mangue.
Invade a casa, molha o chão,
Muito me agrada a tua companhia,
Porque eu te quero muito bem, doce chuva,
Quer te chames Tereza ou Maria.
Biografia aqui.
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