Categorias: Notas

História – há 58 anos…

5 de abril de 1951 — Casal Rosenberg é condenado por espionagem

O engenheiro Julius Rosenberg, 32, e sua mulher Ethel, 35, foram condenados à morte na cadeira elétrica, acusados de roubar segredos da bomba atômica e os entregar à União Soviética. O outro acusado, o perito em radar Morton Sobell foi condenado a 30 anos de prisão.

O juiz federal Irving Kaufman, responsável pelo caso, disse que o crime cometido pelo casal “era pior que o assassinato, e que já motivara a agressão comunista na Coreia”.

Ethel e Julius foram os primeiros condenados à morte nos Estados Unidos por um tribunal civil pelo crime de espionagem.

O juiz Kaufman destacou em sua sentença que tinha poderes de condenar o casal à morte por se tratar de um delito de espionagem cometido em tempo de guerra. Em tempo de paz a pena máxima seria de 20 anos de prisão.

O irmão de Ethel, David Greenglass, que confessou ter roubado os segredos atômicos nos laboratórios de Los Álamos, no Novo México, foi a principal testemunha apresentada pelo Estado contra o casal.

A polícia chegou até os Rosenberg depois de prender o físico inglês Klaus Fuchs, um dos principais pesquisadores de energia atômica do laboratório de Los Alamos. Fuchs, assim como os Rosenberg, tinha ligações com o Partido Comunista soviético.

Pedidos por clemência assinados por Einstein, Picasso, Bertrand Russell, Chaplin, entre outros, foram ignorados pelo presidente Eisenhower, que poderia transformar a sentença em prisão perpétua. O casal foi executado dois anos depois da condenação, mesmo alegando inocência.

Julius e Ethel recusaram-se a revelar os detalhes das informações passadas para a União Soviética, o que poderia ter-lhes poupado a vida. Os Rosenberg eram judeus nova-iorquinos e quando foram executados seus dois filhos tinham de 10 e 6 anos.

As provas contra o casal Rosenberg

As provas contra os Rosenberg sempre foram contestadas. Contudo, a liberação de documentos secretos da antiga União Soviética e de arquivos do governo norte-americano, bem como as biografias de chefes de inteligência da União Soviética revelaram parte do mistério.

De acordo com esses documentos, Julius, com o conhecimento de Ethel, chefiava uma das muitas redes de espionagem soviética em operação nos Estados Unidos no pós-guerra. Mas descobriu-se também que os dados roubados pelo casal foram irrelevantes para a União Soviética desenvolver a sua bomba atômica.

Fonte: JBlog/Hoje na história/JB

Marjorie Salu

Compartilhar
Publicado por
Marjorie Salu

Textos Recentes

DA CONSCÊNCIA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Nesta última semana da campanha eleitoral, escorrego sobre um tapete reza no tobogã da consciência,  admirando…

20 de outubro de 2026 16h17

DAS PAIXÕES

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Civilização significa tudo aquilo que os seres humanos desenvolveram ao longo dos anos para se sobrepor…

13 de outubro de 2026 9h27

MODO GAVIÃO

MIRANDA SÁ ( Email: mirandasa@uol.com.br) Apesar de não usar aparelhos eletrônicos em viagens aéreas, ficava sempre curioso quando o comissário…

7 de outubro de 2026 17h28

BANÂNIA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Diante da bruzundanguisse que assistimos no Brasil de hoje, é impossível para os que pensam livremente…

28 de setembro de 2026 18h51

números.com

MIRANDA SÁ (E-mail mirandasa@uol.com.br) Quando acompanho as bombásticas divulgações de pesquisas eleitorais os números que me vêm à cabeça não…

22 de setembro de 2026 18h03

castigo.com

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Visitando a UTI da Gramática, como de vez em quando faço, encontrei lá prostrada a palavra…

13 de setembro de 2026 20h17