Hebe Bonafini, presidente do Movimento das Mães da Praça de Maio, começou a buscar o filho por delegacias, prisões, no comando do Exército, no Ministério do Interior em 1977, durante a ditadura na Argentina (1976-1983).
Hebe não conseguiu nenhuma informação oficial. Ela não sabe aonde está o filho sequestrado em casa e a nora raptada em um café, pelos órgãos de segurança do regime militar instalado pelo general Jorge Rafael Videla. “Batemos de porta em porta atrás de alguma pista, mas a repressão era muito intensa e ninguém queria dizer nada.”
As buscas não deram resultado e em cada tentativa Hebe encontrava outras mães. Uma delas contou que tentava havia cinco meses, sem sucesso, uma informação oficial. Soube então que as mães iam fazer uma reunião na Praça de Maio, em frente à Casa Rosada, sede do governo, e resolveu ir. “Nós conversávamos, protestávamos e nos chamavam de “loucas da Praça de Maio”.
O movimento começou a crescer em 1978.
As mães passaram a se reunir todas as quintas-feiras porque era a única forma para que outras mães se juntassem ao grupo. Como era proibida a concentração de pessoas, ato passível de prisão, a polícia as dispersou. Já que não podiam ficar paradas, começaram a circular em torno da praça, com lenços brancos na cabeça, símbolo da luta por Justiça.
“Você vai deixando toda a sua vida no caminho. De repente se dá conta de que não lhe importam mais as coisas, o penteado, a roupa. Se entrega mais, pois a luta deixou de ser pelo seu filho para ser por todos os filhos: nos damos conta de que devemos estar contentes por qualquer um que apareça com vida”.
Ditadura tenta calar protesto
A iniciativa de se reunir na Praça de Maio para serem ouvidas pelo ditador foi de Azucena Villafor De Vicenti, seqüestrada em 1978 e jogada de um avião militar em alto mar. Azucena e outras mães foram vítimas do ex-capitão Alfredo Astiz, o Anjo Louro da Morte, que as identificou depois de se infiltrar na organização como irmão de um suposto desaparecido.
Mas as mães não se intimidaram e continuaram a exigir informações sobre o paradeiro de 30 mil desaparecidos, entre elas 500 crianças, filhos de presos políticos, enviados para adoção.
As Mães da Praça de Maio fizeram 1.500 protestos de 1978 a 2006. Ao longo do tempo o movimento transformou-se em uma fundação e mantém uma universidade, uma rádio, uma biblioteca, além de promover a construção de moradias para pessoas de baixa renda.
Fonte: JB História
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