Tola inquisição
Fica combinado assim: os políticos não prestam. Assim a opinião pública e seus críticos implacáveis se sentem limpinhos – assim como os americanos adúlteros gritavam aliviados contra Clinton e suas escapadas.
O estereótipo fedorento dos políticos serve para isso. Para o cidadão comum se sentir cheiroso. Mesmo que de vez em quando pague umas consultas sem recibo.
Fora do estereótipo, a coisa é mais complicada. O político pode ser mau e ter atitudes certas, e pode ser bom e ter atitudes erradas. No mensalão, o Brasil ficou morrendo de vergonha de parar para ouvir Roberto Jefferson, político fisiológico e conservador.
Mas Jefferson escreveu um capítulo da moralidade brasileira. E o Brasil pudico finge que não viu.
No caso das passagens aéreas, como o uso foi generalizado, a opinião pública já saca da manga sua solução terminal, do tipo “é tudo pilantra”. É a situação mais confortável para os verdadeiros pilantras. Ficam a salvo, bem protegidos pela generalização burra.
Por isso os escândalos se sucedem e somem após meia-dúzia de gritinhos de basta.
E é por isso que três anos depois de autoridades do governo sangrarem o Banco do Brasil em favor do PT, por meio do valerioduto, a cúpula do Banco do Brasil (seis vice-presidências) é entregue ao PT. Sem valerioduto.
Esculachem os deputados à vontade. Detonem Fernando Gabeira. Amanhã os vampiros do Congresso estarão morrendo de rir de vocês.
Guilherme Fiúza é jornalista
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) A minha profunda admiração pela figura de Bertolt Brecht, dramaturgo, filósofo e poeta alemão, o maior…
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) A Tragédia é um acontecimento muito grave e ruinoso, ligado a forças da natureza ou provocado…
MIRANDA SÁ (E-mail; mirandasa@uol.com.br) O analfabetismo reinante na suprema corte de Justiça argumenta sobre o exercício do jornalismo para se…
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) A expressão "conto do vigário" é uma das mais tradicionais da língua portuguesa e significa um…