Tenho revelado nos meus posteres a minha defesa intransigente da Paz Mundial como forma de mantermos as conquistas da civilização e a própria existência humana. Não esqueço o alerta feito por Einstein, dizendo que: – “Eu não sei como será a 3ª guerra mundial; eu só sei que a 4ª guerra será com paus e pedras”.
Apesar desta tomada de posição pacifista que conservo deste a adolescência, é-me impossível deixar de aceitar e estudar o conjunto de fatos e coisas provocados pelo conflito bélico movido pela aliança dos EUA e Israel contra o Irã.
É importante reconhecer que a guerra está presente na região que concentra parte significativa das reservas globais do petróleo, e que os confrontos afetam diretamente a produção e o transporte deste insumo, reduzindo a oferta internacional.
Historicamente, crises energéticas e conflitos internacionais sempre estiveram associados ao controle dessa fonte que representa cerca de um terço da oferta mundial de energia.
Intensificam-se nesta guerra do Oriente Médio os bombardeios recíprocos às infraestruturas petrolíferas aumentando os riscos de interrupção no fornecimento e elevando o preço do barril de petróleo que vem oscilando entre 100 e 120 dólares; e a situação piorou ainda mais com o bloqueio do Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial — ampliando a instabilidade dos mercados energéticos.
O modelo energético baseado no petróleo e seus derivados, se consolidou ao longo do século 20 como eixo central do desenvolvimento industrial e econômico global, impulsionando transportes, indústria e geração de energia; e os combustíveis fósseis predominam, representando cerca de 86% da matriz energética.
Assim, o aumento do custo do petróleo tem uma forte relação entre a energia e a geopolítica no mundo contemporâneo, transparecendo a grande dependência estrutural nas nações e os impactos ambientais relevantes no mundo.
Como a dependência do petróleo segue dominante, enfrenta pressões crescentes por sustentabilidade, inovação e diversificação no cenário global; e dessa maneira vemos, sem surpresa, que nos países conflitantes e na Europa as consequências da guerra que Trump e Netanyahu movem contra o Irã e o Líbano são imediatas e previsíveis.
Adotam-se lá medidas pertinentes com a realidade, reconhecendo o inevitável aumento no preço dos combustíveis; ações de governo que poderíamos seguir, mas entre nós ocorre a imprevisibilidade, graças ao ano eleitoral que leva o Governo Federal a se preocupar unicamente com a reeleição de Lula da Silva.
Sofremos a situação factual do fim das ferrovias no Brasil e a adoção do transporte rodoviário de cargas, fazendo dos derivados de petróleo a base para o escoamento da produção agropecuária, das exportações e na indústria de alimentos.
Não adianta lamentar que a Petrobras não tenha construído refinarias e quando se pensou nisto foi com a lamentável parceria do anterior Governo Lula e a ditadura venezuelana, no projeto desastroso e corrompido da Refinaria Abreu e Lima.
Do ponto de vista econômico, até a China e seu regime socialista aceitam que o petróleo é uma commodity estratégica, influenciando preços, balanças comerciais e relações geopolíticas entre países produtores e consumidores.
Por isto não deve ser tratado por uma medida pontual, como esta que o Governo Lula deseja, argumentando que haverá uma estabilização se os estados denunciarem à cobrança de impostos. A verdade é que a alta do petróleo se estenderá por muito tempo e não terminará em maio, como alegou Haddad antes de se despedir do Ministério da Economia….
Diferentemente do que querem os eleitoralistas pró Lula para sua reeleição a qualquer custo, os governadores também eleitoralistas entram em choque com a proposta argumentando que é para manter a renda que lhes resta para os seus estados….
“Guerra é guerra”, diz a piada sobre a madre superiora; “eleição é eleição” e “populismo é populismo”, digo eu.
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