Categorias: Notas

FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL

Burocracia é a principal barreira para o comércio na AL

O painel do Fórum Econômico Mundial para debater as barreiras comerciais e o protecionismo na América Latina mostrou que ainda se precisa avançar neste assunto na região. Um consenso é que o principal problema são as barreiras burocráticas nos países, que estão sendo enfrentadas de maneiras diferentes, mas que precisam ser debeladas o quanto antes.

O ministro colombiano da Indústria, Comércio e Turismo, Luis Guillermo Plata, deu um exemplo de que o seu país teve de juntar quatro áreas específicas, que analisavam as importações, para só então investir na infraestrutura necessária para acelerar os processos de importação.

– O problema não é a tarifa. Os problemas são alfandegários, de barreiras sanitárias, de licenças de importação. São regras que não são homogeneizadas. Isso tem na Colômbia também e não me orgulho disso – disse Plata.

O vice-ministro de Desenvolvimento do Brasil, Ivan Ramalho, também concorda que as principais barreiras são burocráticas e disse que o país está se empenhando em derrubá-las, principalmente com comissões bilaterais de comércio – aqui, o estranho é dizer isso depois que o governo adotou, mesmo que por algumas horas, a medida esdrúxula de exigir licenças de importação para diversos produtos, como foi feito no início deste ano.

– Estamos identificando problemas aqui e nos outros países. A corrente de comércio do Brasil com a América Latina cresceu US$ 50 bilhões nos últimos anos, de US$ 23 bilhões, em 2003, para US$ 72 bilhões em 2008. Teve a redução tarifária, mas o principal foi a eliminação de barreiras burocráticas – contou Ramalho.

Neste ponto, quem está à frente na região é o México, que nessa crise reduziu, em dezembro de 2008, os impostos de importação para cerca de 70% dos produtos que o país compra. Segundo o diretor-geral do ProMexico (órgão do governo encarregado de fortalecer a participação mexicana no comércio internacional), Bruno Ferrari, o importante é ampliar o livre comércio e não se prender a pequenas questões burocráticas.

– Temos acordos de livre comércio com 44 países e 27 áreas específicas com facilidades para a negociação. Temos 150 mil procedimentos diferentes. É difícil de controlar e se formos ampliar isso, teremos mais regras. Mas é necessários que ampliemos o livre comércio, porque as relações vão melhorar e outros países vão querer ampliar o fluxo de comércio conosco, pois vão saber que existem novos caminhos – disse ele.

Fonte: Blog da Miriam Leitão

Marjorie Salu

Compartilhar
Publicado por
Marjorie Salu

Textos Recentes

DA CONSCÊNCIA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Nesta última semana da campanha eleitoral, escorrego sobre um tapete reza no tobogã da consciência,  admirando…

20 de outubro de 2026 16h17

DAS PAIXÕES

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Civilização significa tudo aquilo que os seres humanos desenvolveram ao longo dos anos para se sobrepor…

13 de outubro de 2026 9h27

MODO GAVIÃO

MIRANDA SÁ ( Email: mirandasa@uol.com.br) Apesar de não usar aparelhos eletrônicos em viagens aéreas, ficava sempre curioso quando o comissário…

7 de outubro de 2026 17h28

BANÂNIA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Diante da bruzundanguisse que assistimos no Brasil de hoje, é impossível para os que pensam livremente…

28 de setembro de 2026 18h51

números.com

MIRANDA SÁ (E-mail mirandasa@uol.com.br) Quando acompanho as bombásticas divulgações de pesquisas eleitorais os números que me vêm à cabeça não…

22 de setembro de 2026 18h03

castigo.com

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Visitando a UTI da Gramática, como de vez em quando faço, encontrei lá prostrada a palavra…

13 de setembro de 2026 20h17