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ESTÚPIDA POLARIZAÇÃO

MIRANDA SÁ (Email: mirandaasa@uol.com.br)

Impor a polarização eleitoral dos extremistas da falsa direita e da falsa esquerda pela massiva propaganda midiática, visa alcançar (e alcança) a massa ignara, torcedora compulsiva e entusiasta dos folclóricos cordões azul e encarnado….

Está na torcida organizada dos clubes de futebol, entre os seguidores dos reality shows, nas apostas dos cavalos de corrida e até fiéis de seitas religiosas misteriosas, o exemplo mais do que perfeito da estupidez humana.

Por mais que se procure explicar é impossível encontrar-se como fruto do pensamento filosófico ou de princípios ideológicos; é a essência do fanatismo de pessoas fracas, aptas a se deixar influenciar por meio de expressões e frases feitas e repetidas que terminam aceitas inconsciente e mecanicamente.

Foi como viu a implantação do nazismo na Alemanha o professor doutor Victor Klemperer, judeu alemão, autor de obras acadêmicas, entre elas LTI -Lingua Tertii Imperii, estudo sobre a linguagem propagandística de Hitler e seus asseclas.

O mesmo vem ocorrendo rotineiramente entre nós pelos polarizadores eleitorais, o pelego sindical Lula da Silva e a “Famiglia” Bolsonaro. Assiste-se, de um lado a exposição fraudulenta de uma direita de araque bolsonarista que seduz ignorantes e, do outro, um socialismo ilusório que mascara o populismo assistencialista do lulopetismo.

Uma sociedade onde a justiça e a fraternidade imperem – sem privilégios, nem personalismos -, deve afastar-se deste artificialismo político baseando-se unicamente nos ideais democráticos de liberdade e justiça.

A intelligentsia mercenária dos dois partidos sabe disto. Não é por acaso que a sua propaganda instiga e persuade os falastrões auto assumidos de “direita” e de “esquerda” a ouvir e obedecer – sem discussão – os discursos que se repetem e se igualam com ataques recíprocos.

Apenas trazem como ilustração a proposta de “reformas” que, ao chegar ao poder (e tempos vários exemplos disto), praticam uma má política e uma economia dirigida que só atendem a interesses de indivíduos e grupos associados ao poder; e os financistas corruptores são os mais aquinhoados.

Provocam dialeticamente o surgimento de uma corrente filosófica centro-democrática, posicionando-se contra os extremismos bolsonarista e lulopetista manobrados pelo Sistema Corrupto ágil no ilusionismo para o controle da mente. Viu-se agora essas bandas igualarem-se no Caso Banco Master.

O comportamento das pessoas que compuseram social e politicamente o esquema sórdido de Daniel Vorcaro que, descoberto e denunciado, trouxe à tona ocupantes dos andares de cima do poder.

Executivos governamentais, militares, magistrados e parlamentares, desonestos, infames e indignos, agruparam-se para dividir o butim; e queiram ou não queiram seus defensores, podemos reconhecer-lhes como formadores de uma quadrilha.

O filósofo e sociólogo alemão Friedrich Albert Lange, no século 19, já alertava contra os radicalismos extremistas, que se combatem como forma de se manter. Isto fica claro e leva os polarizadores, iguais pelo avesso, à desmoralização, provocando a ideia de uma “terceira posição” ou “terceira via”, assumida por idealistas; e isto traz inegavelmente a simpatia da centro-direita e da centro-esquerda, indispostas com o extremismo discursivo da polarização.

Do ponto de vista filosófico e sociológico, esta “terceira posição” expressa a busca pelo equilíbrio político, a tentativa de escapar do conflito binário que tende a radicalizar a vida pública.

Fica valendo, assim, a máxima latina “Virtus in medio” (ou in medio stat virtus) que literalmente significa “a virtude está no meio”, indicando que o comportamento virtuoso evita os extremos e busca o equilíbrio entre excessos opostos.

Na minha opinião, faz-se necessária a terceira posição defendendo a moralização institucional, mudanças urgentes na administração pública alcançando os três poderes republicanos e a aplicação de consultas plebiscitárias nacionais sobre as reformas de base.

Fica lançada dessa maneira a proposta de uma democracia social autêntica e não dos socialismos utópicos de direita e de esquerda dos populistas. Definiremos com a nova ordem a verdadeira justiça social pelo amparo à educação, saúde e segurança para a cidadania, baseados nas leis da Natureza e da própria sociedade.

Quem tem os neurônios sadios, sem estar inoculado pela droga da estúpida polarização, sabe que não é fácil defender o Centro Democrático; é, todavia, um imperativo das consciências libertas do relativismo demagógico.

Marjorie Salu

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Marjorie Salu

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