Chega o Ano Novo, o 2023 do calendário adotado no Ocidente por iniciativa do papa Gregório XIII. Traz consigo a Esperança de dias melhores atendendo os sonhos de cada um de nós, e, coletivamente, por um mundo mais humano, de Paz e Justiça Social.
No Catolicismo Romano é uma das três virtudes teologais, Fé, Esperança e Caridade; e para o laicismo, a Esperança é o sentimento pessoal que exprime a ansiedade de se obter algo, ou um resultado positivo para solucionar problemas individuais.
A esperança é um ato de fé, dispensa raciocínio. Infelizmente, nas religiões onde o machismo pondera temos Eva, na judaico-cristã, que segundo a Bíblia apossou-se do fruto proibido e convenceu Adão a comê-lo, cometendo o pecado original e trazendo a desgraça da humanidade.
Do mesmíssimo jeito, a Mitologia Grega nos traz Pandora, a primeira mulher, criada por Hefesto e por Atena às ordens de Zeus, e a descreve também como origem e causa dos males do mundo.
É por demais conhecida o mito hesiódico da Caixa de Pandora; mas não custa relembrar: “Convencido por Epimeteu para castigar Prometeu, que roubou o fogo do céu e deu-o aos homens, Zeus ordenou aos deuses que levantassem todos os males do mundo.
“Assim foi feito, e foram colocados dentro de uma caixa a astúcia, a discórdia, as doenças, contendas, guerras, inveja, miséria, morte, ódio, orgulho, pobreza e vícios, entre outras coisas; entretanto, por acaso, como sem querer, caiu no estojo uma coisa positiva, a Esperança.
“Zeus incumbiu Pandora a levar consigo a encomenda, recomendando-a para não abrir a caixa em qualquer circunstância; mas a curiosidade da mensageira falou mais alto e ela abre-a, libertando assim os males até então desconhecidos pelos homens. Arrependida, apressa-se a fechar a caixa e dessa maneira deixa no fundo dela a Esperança.”
É por isto, contra a vontade do deus vingativo, que apesar das desgraças caídas na terra, foi dada à humanidade uma maravilha no presente de Prometeu: a Esperança.
Como verbete dicionarizado, “Esperança” é um substantivo feminino, e flexões do verbo esperançar no presente do indicativo, e na 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo. A origem da palavra é grega “Elpis”, significando a confiança de que coisas boas virão; e do latim temos o verbo ‘Sperare”, crença de que um desejo se torne realidade.
Com a frieza característica, Victor Hugo escreveu que “a esperança seria a maior das forças humanas, se não existisse o desespero”. Esta triste realidade nos acompanha numa sala de espelhos de parque de diversões pensando em ilusão de ótica….
Entretanto, nem mesmo as pessoas descrentes de tudo, na sua incredibilidade, não conseguem remover de sua mente uma expectativa, e do seu coração um sonho. Isto faz parte da natureza humana.
Entre nós, o rei do futebol, Pelé, na esperança de ser julgado no futuro, nunca se desmentiu quando disse que “o brasileiro não sabe votar”. Eis que agora ficou mais claro do que água de esgoto com os eleitores se vendo diante da polarização dos populismos da direita e da esquerda, aceitando-os….
Para nosso consolo, o Bhagavad Gita, livro sagrado do hinduísmo, nos dá uma lição para manter a esperança, aconselhando que “volta teu rosto sempre na direção do sol, e então, as sombras ficarão para trás”.
É o que penso seguir, olhando o sol e carregando comigo a esperança como bagagem, junto com dois companheiros e companheiras de viagem no caminho da vida, o otimismo e a confiança.
Que 2023 venha pintado com o verde da esperança e não o verde-grama para o gado pastar, nem o verde oliva de alguns militares politiqueiros que renunciam ao juramento de que a verdade é um símbolo da honra militar e acoitam o terrorismo…
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