É difícil prever o futuro. Ainda mais o futuro da crise. O governo afirma que o país vai crescer em 2009. Algumas agências dizem que vai encolher. Lula responde a elas, lembrando que os bancos erraram sobre si próprios, por que não errariam agora. Tem razão. Acontece que não são apenas agências tipo Stanley Morgan que preveem um recuo.
O tempo resolverá a divergência. Sempre que se menciona a crise econômica por aqui, acrescenta-se a expressão “de origem externa”. A crise se originou nos Estados Unidos. Mas os norte-americanos não foram os únicos atores na economia global. O comércio cresceu e os ventos favoráveis impulsionaram os barcos nacionais. Representamos o crescimento brasileiro como algo que dependeu apenas do governo, de um esforço endógeno.
A crise é externa e não sistêmica. Logo somos vítimas da crise. Quando se tratava de crescimento, nossos eram os méritos; quando se trata de estagnação, deles é a culpa.
O governo não inventou essa forma política de reagir, desconectando fios. Ela é famosa no esporte e foi sintetizada numa frase atribuída ao técnico Yustrich: eu venço, nós empatamos, vocês perdem.
Quando falamos de gastos públicos, somos considerados reacionários. O Senado tem 181 diretores. Há anos, afirmo ser possível cortar quase metade dos gastos no Congresso, sem perda de eficácia. O que vão fazer diante da onda, que esperam passageira? Criar mais uma diretoria, a de racionalização?
A Fundação Getúlio Vargas vai fazer um plano. Os 181 não conseguem sozinhos um contato com a realidade. No futuro, a Fundação será a culpada. O país só aceita tudo isso porque os curandeiros nos convencem de que nossos males estão fora de nós: feitiço, macumba e mau olhado.
Fernando Gabeira, jornalista e deputado federal
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